O impasse entre motoristas do transporte escolar e a Prefeitura de Guarulhos continua sem resolução, e a paralisação do serviço segue afetando alunos da rede municipal. Após dois dias de protestos em frente ao Prefeitura Municipal de Guarulhos, não houve retorno por parte da administração Lucas Sanches nem das secretarias responsáveis.
A mobilização reuniu motoristas do transporte escolar e mães atípicas, que reivindicam melhorias urgentes em suas respectivas áreas. Os transportadores denunciam a defasagem nos valores pagos pela Prefeitura, afirmando que há cerca de seis anos recebem R$ 173 por aluno, sem reajuste, mesmo diante do aumento constante nos custos com combustível, manutenção e pneus. Segundo a categoria, muitos profissionais têm arcado com despesas do próprio bolso para manter o serviço funcionando.
Sem avanço nas negociações desde o início do ano, os motoristas decidiram interromper as atividades e afirmam que a paralisação continuará até que haja uma proposta concreta por parte do poder público.
Já as mães atípicas denunciam a retirada de auxiliares das salas de aula, medida que, segundo elas, tem prejudicado diretamente o atendimento de crianças com transtorno do espectro autista e outras deficiências. Elas relatam dificuldades no acompanhamento adequado dos alunos e cobram a retomada do suporte nas escolas.
Durante a manifestação, havia a expectativa de diálogo com o prefeito Lucas Sanches, mas os participantes foram informados posteriormente de que ele não estaria presente no local. Na tentativa de buscar apoio, o grupo também se dirigiu à Câmara Municipal, onde não conseguiu espaço para conversa com os parlamentares.
De acordo com Tati, uma das mães atípicas presentes no protesto, até o momento não houve qualquer posicionamento oficial sobre as pautas apresentadas. Diante disso, uma reunião foi agendada para esta terça-feira (7), às 14h, na Câmara Municipal, onde motoristas e mães atípicas esperam finalmente serem ouvidos.
Enquanto não há acordo, o transporte escolar permanece paralisado, impactando diretamente a rotina de estudantes e famílias que dependem do serviço na cidade.



