O estado de São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental. Os diagnósticos envolvem uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto. Os casos foram confirmados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), da Secretaria de Estado da Saúde. A paciente de Ribeirão Preto relatou uma viagem recente à região amazônica e já se recuperou da doença. A jovem de São José do Rio Preto permanece internada sob cuidados médicos. Os locais prováveis de infecção dos dois casos ainda estão sendo investigados pelas equipes de vigilância epidemiológica. A confirmação representa o primeiro registro de casos humanos da doença em São Paulo. Em 2026, além dos dois casos paulistas, o Ministério da Saúde confirmou outros dois em Santa Catarina, sendo que um evoluiu para óbito, e acompanha um caso provável no Piauí.
Como a doença é transmitida
A febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos. Algumas espécies de aves silvestres participam do ciclo de transmissão do vírus, enquanto humanos e equinos são considerados hospedeiros acidentais. A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 20% dos infectados desenvolvem manifestações clínicas, geralmente leves.
Quais são os sintomas?
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Febre de início súbito;
- Mal-estar e falta de apetite;
- Náuseas e vômitos;
- Dor de cabeça;
- Dor muscular;
- Dor nos olhos;
- Manchas na pele;
- Aumento dos gânglios linfáticos.
Em uma parcela menor dos casos, a infecção pode atingir o sistema nervoso e provocar encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas. Confusão mental, alteração do nível de consciência, tremores, convulsões e fraqueza muscular são sinais que exigem avaliação médica imediata.
Não existe vacina ou antiviral específico
Atualmente, não há vacina nem tratamento antiviral específico aprovado para a febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é direcionado ao controle dos sintomas e ao suporte necessário conforme a gravidade do quadro. Em casos mais graves, pode ser necessária internação hospitalar, inclusive em Unidade de Terapia Intensiva, com medidas como hidratação intravenosa e suporte respiratório.
Como se prevenir
A principal forma de prevenção é reduzir o contato com mosquitos e eliminar possíveis criadouros. Entre as medidas recomendadas estão o uso de repelente, roupas que protejam a pele, telas em portas e janelas e eliminação de recipientes com água parada. A vigilância também recomenda atenção maior durante períodos de maior atividade dos mosquitos, especialmente do entardecer ao amanhecer. As autoridades estaduais seguem investigando os casos para identificar os locais prováveis de infecção e orientar eventuais medidas de controle e prevenção.


