Cidades

“Super El Niño” deve se intensificar até 2027, alerta ONU

Alerta aponta risco de secas, chuvas extremas e impactos na agricultura e nas cidades; engenharia propõe ações mitigatórias.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à ONU, emitiu nesta quinta-feira (3) um novo alerta sobre o fortalecimento do fenômeno El Niño. Com probabilidade próxima de 100% de persistência nos próximos meses, a projeção aponta para um “Super El Niño” de intensidade muito forte, que deve atingir o seu pico entre o final deste ano e fevereiro de 2027, trazendo riscos de secas prolongadas, chuvas desproporcionais e calor extremo.

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Diante do cenário de instabilidade climática, especialistas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) destacam que a união entre a engenharia, agronomia e geociências é indispensável para a contenção de prejuízos no campo e nas áreas urbanas.

No setor agrícola, a desorganização no calendário de chuvas ameaça diretamente as lavouras. Engenheiros agrônomos do conselho alertam para os riscos de quebra de safra e perdas de rendimento, recomendando a adoção de técnicas como plantio direto, terraceamento e drenagem agrícola para reter água e conter enxurradas. A engenheira agrônoma Gisele Herbst Vasquez, diretora técnica do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) comenta sobre as técnicas:

“Práticas como plantio direto, terraceamento e drenagem funcionam como uma espécie de esponja natural, reduzindo enxurradas, aumentando a infiltração da água e ajudando a prevenir desastres”, afirma.

Já nos centros urbanos e regiões metropolitanas, os desafios concentram-se no manejo de enchentes, deslizamentos de encostas e na resistência das edificações frente a ventos severos. Especialistas apontam que a expansão de piscinões, a recuperação de áreas de várzea, o reforço da drenagem e a revisão de projetos estruturais em fachadas e telhados formam o caminho para ampliar a resiliência das cidades diante das tempestades previstas.