Saúde

Surto de sarampo em países da Copa 2026 reforça importância da vacinação antes de viagens internacionais

Surto de Sarampo em Países da Copa de 2026 Reforça Importância da Vacinação Antes de Viagens Internacionais (Foto-Divulgação/Governo de SP)
Surto de Sarampo em Países da Copa de 2026 Reforça Importância da Vacinação Antes de Viagens Internacionais (Foto-Divulgação/Governo de SP)
Estados Unidos e México enfrentam surtos de sarampo antes da Copa do Mundo de 2026; especialista alerta para importância da vacinação

A vacinação voltou ao centro das preocupações sanitárias internacionais após o aumento dos casos de sarampo em países que sediarão a Copa do Mundo de 2026. Estados Unidos e México enfrentam surtos ativos da doença, considerada altamente contagiosa e capaz de provocar complicações graves.

Segundo a dra. Mariana Otake Yamada, infectologista e professora da Universidade Anhembi Morumbi, a queda nas coberturas vacinais nos últimos anos contribuiu para o retorno da circulação do vírus em diferentes regiões do mundo.

“Altamente contagioso, o sarampo voltou a preocupar autoridades sanitárias internacionais devido à queda nas coberturas vacinais nos últimos anos. A doença pode causar complicações graves, como pneumonia, encefalite e até morte, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas imunossuprimidas”, afirma a especialista.

Nos Estados Unidos, mais de 2,2 mil casos de sarampo já foram registrados em 2025, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O número representa o maior avanço da doença desde que o vírus havia sido considerado eliminado no país, em 2000.

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No México, autoridades sanitárias também registram milhares de casos confirmados e circulação ativa do vírus. O cenário acendeu o alerta de órgãos internacionais de saúde devido ao risco de disseminação em grandes eventos e viagens internacionais.

De acordo com Mariana, uma única pessoa infectada pode transmitir o sarampo para diversas outras, principalmente em locais fechados e com grande circulação de pessoas.

“Quando a cobertura vacinal cai, o risco de surtos aumenta”, destaca.

Além da proteção individual, a vacinação também exerce papel coletivo por meio da chamada imunidade coletiva, mecanismo que reduz a circulação do vírus e protege grupos mais vulneráveis, como bebês, gestantes, idosos e pessoas imunossuprimidas.

A infectologista reforça que a imunização não deve ser restrita apenas à infância. Adultos também precisam manter a carteira vacinal atualizada.

Entre as vacinas recomendadas estão as doses contra gripe, Covid-19, hepatite B, febre amarela, tétano, difteria e a tríplice viral, responsável pela proteção contra sarampo, caxumba e rubéola.

Com o aumento das viagens internacionais, especialistas alertam para a importância da prevenção antes do embarque.

“O principal risco é se expor a doenças preveníveis durante a viagem e trazer essas infecções ao retornar, favorecendo novos surtos”, explica Mariana.

O Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recomendam que viajantes revisem a situação vacinal antes de viagens ao exterior. A orientação é que a vacina tríplice viral esteja atualizada e, caso necessário, seja aplicada pelo menos 15 dias antes da viagem.

Em caso de dúvidas sobre o histórico vacinal, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Segundo a especialista, a vacina é segura mesmo para pessoas que não têm certeza se já receberam a dose anteriormente.