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Tarifa de ônibus de Guarulhos já é de R$ 6,20 após reajuste de 21,5% determinado por Lucas Sanches

Ônibus velhos, com mais de 10 anos de uso, são comuns nas ruas de Guarulhos, apesar da tarifa mais cara
Aumento foi definido por decreto da Prefeitura, entrou em vigor no sistema municipal e coloca Guarulhos entre as cidades com a passagem mais cara do Brasil

A tarifa de ônibus em Guarulhos já está em R$ 6,20, após reajuste de 21,5% determinado pelo prefeito Lucas Sanches (PL). O aumento foi oficializado por decreto municipal e passou a valer no transporte coletivo da cidade, impactando diretamente milhares de usuários que dependem do sistema diariamente.

Antes do reajuste, a passagem custava R$ 5,10. Com o novo valor, Guarulhos passa a figurar entre as cidades com uma das tarifas mais altas da Região Metropolitana de São Paulo e do Brasil.

Reajuste foi decisão administrativa da Prefeitura

De acordo com a administração municipal, o aumento da tarifa foi adotado para recompor custos do sistema, como combustível, manutenção da frota, folha de pagamento e contratos com as empresas concessionárias. Até mesmo a pintura dos ônibus em azul e amarelo, cores do PL, partido do prefeito, que implicaram em custos de R$ 3 milhões para as empresas, implicou no reajuste.

A gestão Lucas Sanches argumenta que o transporte público operava com desequilíbrio financeiro acumulado e que o reajuste seria necessário para garantir a continuidade do serviço e evitar prejuízos ao sistema.

Justiça não obrigou aumento para R$ 6,20

Apesar de o transporte público de Guarulhos ser alvo de discussões judiciais, não houve determinação da Justiça para que a tarifa fosse elevada para R$ 6,20. O reajuste foi uma decisão exclusiva do Executivo municipal, conforme já apontado em análises jurídicas publicadas pelo GuarulhosWeb.

Ou seja, o novo valor da passagem não decorre de imposição judicial, mas de opção política e administrativa da atual gestão.

Impacto direto no bolso da população

O aumento de 21,5% pesa principalmente sobre trabalhadores que utilizam o transporte coletivo todos os dias. Para quem paga duas passagens por dia, o gasto mensal pode ultrapassar R$ 270, considerando apenas dias úteis.

Usuários e entidades têm questionado o reajuste diante de problemas recorrentes do sistema, como superlotação, intervalos longos e falhas operacionais, além da ausência de medidas compensatórias imediatas.

Repercussão política

A elevação da tarifa gerou críticas de vereadores da oposição e de setores da sociedade civil, que apontam contradição com promessas feitas durante a campanha eleitoral. Já aliados do governo defendem que a medida foi necessária.