As taxas de juros negociadas no mercado futuro fecharam em baixa nesta terça-feira, 18, marcada por volatilidade no mercado financeiro. A queda do dólar foi uma das principais influências para o recuo, mas não a única. A percepção de que o cenário político se mostra menos tenso, inclusive com alguns avanços do governo nas negociações, contribuíram para o ajuste das taxas para baixo.
Segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o governo tenta costurar com o Congresso a mudança na forma como são corrigidas as contas do FGTS, prevendo aumento gradual dos juros ao longo dos próximos anos, distribuição do resultado em um período de transição e recuo nos subsídios com o dinheiro do fundo. Já dados de conjuntura, como a arrecadação fiscal em julho – a pior desde 2010 – não chegaram a fazer preço.
O Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,23%, contra 14,245% do ajuste de ontem. O DI de janeiro de 2017 terminou a sessão regular em 13,87%, ante 13,89% da véspera. A taxa de janeiro de 2019 ficou em 13,60%, de 13,64% do ajuste de ontem. Às 16h33, o Ibovespa subia 1,29%, aos 47.825,09 pontos, puxado principalmente pelas ações do setor bancário.


