Estadão

Taxas de juros disparam com percepção de risco fiscal com medida do governo

A curva de juros chegou a abrir quase 20 pontos na ponta longa logo após a abertura desta terça-feira, 7, em reação à proposta do governo para conter os preços dos combustíveis diante do risco fiscal. As taxas médias e longas estavam máximas logo depois das 9h. Já os juros curtos rondam a estabilidade, refletindo a perspectiva de alívio pelo lado da inflação e em meio à queda do petróleo.

O governo propôs cortar impostos federais (PIS/Confins e Cide) sobre a gasolina em troca da aprovação do PLP 18, que coloca teto de 17% sobre o ICMS dos combustíveis. A União ainda faria um ressarcimento aos Estados pelo fim da cobrança de ICMS sobre diesel e gás de cozinha por meio de uma PEC.

O economista-chefe da Greenbay Investimentos, Flávio Serrano, calcula que a medida tem o potencial de retirar até 0,65 ponto porcentual do IPCA de 2022. Mas do lado fiscal, técnicos calculam que a compensação para os Estados e a renúncia fiscal deve custar pelo menos R$ 40 bilhões ao governo federal.

Às 9h10 desta terça, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 12,48%, de 12,39% no ajuste de segunda-feira, 6. O DI para janeiro de 2025 ia para 12,56%, de 12,47%, e o para janeiro de 2024 subia para 13,11%, de 13,07% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 recuava para 13,420%, de 13,452%.

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