O avanço do dólar ante o real, diante de temores sobre a China, sustenta na manhã desta sexta-feira, 21, o viés de alta nos juros futuros. As taxas haviam começado o dia “de lado”, com a inflação pelo IPCA-15 em linha com a mediana das estimativas e, entre os vencimentos intermediários, houve uma queda momentânea com a antecipação do resultado do Caged pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias.
Às 9h30, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 apontava 13,74%, ante 13,72% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 indicava 13,65%, de 13,57% no ajuste anterior.
O ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou que o resultado oficial do Caged de julho, que será divulgado à tarde, deve mostrar novamente fechamento de vagas. Segundo ele, deve ser algo “em torno” do dado de junho, quando houve a eliminação de mais de 111 mil postos de trabalho. Dias ponderou que ainda não tinha visto os números finais. Pesquisa feita pela Agência Estado aponta o fechamento de 82.200 a 140.000 empregos formais, com mediana negativa em 111.300 vagas.
Já o IPCA-15 registrou alta de 0,43% em agosto, o que representa uma desaceleração ante a taxa de 0,59% em julho, informou o IBGE. Trata-se do maior resultado para um mês de agosto desde 2004 (0,79%). Com o resultado de agosto, o IPCA-15 acumula altas de 7,36% no ano e de 9,57% em 12 meses.


