Economia

Taxas futuras de juros são impulsionadas pelo avanço do dólar ante o real

O forte avanço do dólar ante o real nesta sexta-feira, 22, foi decisivo para a alta das taxas dos contratos futuros de juros em toda a curva a termo. O avanço dos prêmios dos DIs só não foi maior porque alguns números anunciados hoje confirmaram a fraqueza da economia interna.

Com as preocupações com a China, a queda do petróleo no mercado internacional e os receios com a crise política no Brasil, o dólar à vista de balcão subiu 1,19% hoje, aos R$ 3,4930, e encerrou a semana com leve alta de 0,23%.

Na renda fixa, este avanço do dólar foi fundamental para os ganhos das taxas dos contratos futuros de juros. O movimento só não foi mais intenso porque o IPCA-15 de agosto e o Caged de julho não deixaram.

No caso do índice de inflação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve alta de preços de 0,43% em agosto, dentro do esperado. O indicador já trouxe algumas indicações de acomodação de preços, o que reduz o espaço para novas altas de juros.

Do lado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil fechou 157.905 vagas formais de emprego em julho, bem mais do que os 140.000 postos que o mercado previa, considerando a pior estimativa colhida pelo AE Projeções. E com o mercado de trabalho fraco, também não há tanto espaço para uma Selic ainda mais alta.

No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2016 ficou em 14,180%, ante 14,175% de ontem. O contrato para janeiro de 2017 marcou 13,81%, ante 13,72% da véspera, enquanto o DI para janeiro de 2021 ficou com taxa de 13,67%, ante 13,57%.