Estadão

Thiago Wild ganha vaga nos Jogos de Tóquio, mas desiste por problema físico

A equipe de tênis do Brasil para os Jogos Olímpicos de Tóquio quase ganhou um reforço nesta quarta-feira. Thiago Wild, número dois do País, foi chamado para jogar a chave de simples, após seguidas desistências na lista da ATP, mas decidiu recusar a chance preciosa por conta de um problema físico.

De acordo com a assessoria do tenista, ele sente um "incômodo no quadril" há três meses. E a situação se agravou justamente nesta quarta, em sua partida contra o sérvio Laslo Djere, pelo Torneio de Hamburgo, na Alemanha. O brasileiro sentiu novas dores durante o segundo set e acabou precisando tomar a difícil decisão de dispensar a Olimpíada.

"Não foi fácil abrir mão da Olimpíada, que é o sonho de qualquer jogador, mas fomos pegos de surpresa e nesse momento temos que agir com a razão e não com a emoção", disse Wild, de apenas 21 anos. "Avaliamos e ponderamos toda a situação. O Thiago vem sentindo um incômodo no quadril que ainda não está zerado. Fora isso, teríamos pouco tempo de adaptação à diferença de piso, viagem e fuso. Ele está há semanas jogando e seria um desgaste e um risco que poderiam comprometer o resto da temporada", explicou o técnico João Zwestch.

Wild era uma aposta do tênis brasileiro que já virou realidade. Em 2019, conquistou seu primeiro título de nível ATP, aos 19 anos, e superou um recorde que pertencia a Gustavo Kuerten, campeão pela primeira vez aos 20, em Roland Garros.

"O Thiago ainda é um garoto (21 anos) e terá a chance de jogar uma ou mais duas Olimpíadas. Por isso, decidimos continuar na gira europeia de saibro. Ele tem mais dois torneios pela frente, Gstaad e Kitzbuhel, e o Alex (Matoso), preparador físico, acabou de chegar aqui para tratá-lo e darmos seguimento ao nosso planejamento", comentou Zwestch, ex-capitão do Brasil na Copa Davis.

Sem Wild, a equipe brasileira em Tóquio terá dois jogadores para a chave de simples – Thiago Monteiro e João Menezes – e os duplistas Bruno Soares e Marcelo Melo.