Cidades

Transporte escolar promete manter paralisação até reivindicações serem atendidas por Lucas

Motoristas e mães atípicas protestam por reajuste no transporte escolar em Guarulhos (Foto-Lucas Aimar)
Motoristas e mães atípicas protestam por reajuste no transporte escolar em Guarulhos (Foto-Lucas Aimar)
Motoristas e mães atípicas protestam em Guarulhos por reajuste no transporte escolar e melhorias no atendimento de alunos da rede municipal

Motoristas do transporte escolar e mães atípicas realizaram um protesto nesta semana em frente à Prefeitura de Guarulhos, cobrando reajuste nos valores pagos pelo serviço e melhores condições no atendimento de alunos da rede municipal.

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Segundo os motorista Gilberto, o valor pago pela prefeitura está congelado.

Estamos recebendo o mesmo valor de 173 reais por aluno, e quando a gente começou com esse valor o diesel era mais barato junto com outras manutenções, sendo que em São Paulo eles recebem 385 reais por criança, e mesmo assim eles estão com protesto marcado enquarto a gente recebe menos da metade, então a gente meio que está sustentando o serviço de transporte escolar gratuito da cidade, quem deveria pagar era prefeitura, mas quem a gente está pagando do nosso bolso através de rendas que tiramos de outro lugar para colocar no carro e prestar esse serviço.

Apos isso Gilberto alegou que a greve só vai quando toda essa situação for resolvida.

A gente vai ficar até toda essa situação for resolvida, vamos ficar aqui hoje, se ele não atender hoje, amanhã iremos estar aqui de novo até o dia que ele nós atenda e resolva nossos problemas e resolver nossos problemas não é marcar uma reunião e depois marcar outra para dar uma resposta.

Desde o início do ano, os motoristas tentam negociar com o poder público municipal, mas afirmam que não houve avanço nas tratativas. Diante da falta de acordo, a categoria decidiu paralisar as atividades e sinalizou que pode manter a greve até que uma solução concreta seja apresentada.

O ato também contou com a presença de mães atípicas, que aproveitaram a mobilização para denunciar a retirada de auxiliares das salas de aula da rede municipal. Segundo elas, a ausência desses profissionais tem impactado diretamente o desenvolvimento e o acompanhamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista e outras deficiências.

As mães relatam dificuldades no dia a dia escolar dos filhos, com redução no suporte necessário para inclusão e aprendizado. Para elas, a presença de auxiliares é fundamental para garantir um ambiente adequado e acessível dentro das escolas.

Durante o protesto, os participantes foram informados de que o vereador Lucas Sanches estaria no local para dialogar com o grupo. No entanto, posteriormente, os manifestantes descobriram que ele não compareceu, o que gerou frustração entre os presentes.

A manifestação reuniu dezenas de pessoas e chamou a atenção de quem passava pela região central. Os participantes afirmam que novas mobilizações não estão descartadas caso não haja avanço nas negociações com a prefeitura.