O ritmo de vendas do comércio brasileiro teve uma queda de 0,8% na transição de junho para julho, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo do setor é explicado por uma desaceleração natural do consumo após a Copa do Mundo, período em que a população antecipou gastos com televisores, artigos esportivos e itens temáticos.
A retração atingiu cinco dos oito setores analisados pelo IBGE. As maiores quedas de vendas ocorreram nas lojas de móveis e eletrodomésticos (-4,9%), livrarias e papelarias (-4,2%) e no comércio de tecidos, roupas e calçados (-2,7%). Com o forte movimento de compras registrado em maio para o torneio, o mês de julho acabou registrando um volume menor de novos negócios.
Apesar do recuo pontual no mês, o comércio do país segue em patamar positivo no ano de 2026, com alta acumulada de 1,8%. Quando o indicador inclui a venda de veículos, peças, materiais de construção e atacado, o setor varejista ampliado apresentou uma leve recuperação e subiu 0,4% no mesmo período.
Os dados do comércio encerram o balanço mensal da economia divulgado pelo instituto de pesquisa. Nos relatórios mais recentes, o setor de serviços permaneceu estável sem variações no mês, enquanto a produção das indústrias brasileiras teve um pequeno crescimento de 0,2%.


