Nos bastidores futebolísticos dos últimos meses, o zagueiro do São Paulo Futebol Clube, Robert Arboleda, passou a ser alvo de polêmicas envolvendo ausências e viagens repentinas. Em fevereiro, durante o Campeonato Paulista, o atleta informou à diretoria são paulina que realizaria uma viagem até sua terra natal, no Equador, para tratar questões pessoais. No entanto, nas últimas semanas, a situação ganhou contornos mais graves e misteriosos, ampliando a preocupação entre a cúpula do clube e a torcida.
Início da Polêmica
A crise estourou na última sexta-feira (3). Sem qualquer aviso, Arboleda embarcou para o Equador, ignorando o cronograma de treinos e a concentração para o duelo contra o Cruzeiro. A informação foi apurada pela diretoria através de pessoas próximas ao atleta. No sábado (4), após a vitória sobre o clube mineiro, o técnico Roger Machado comentou sobre a situação: “O caso foge das minhas mãos.” A confirmação do paradeiro veio da forma mais indigesta para o torcedor: vídeos em redes sociais mostram o defensor em festas no seu país natal.

Ultimato da Diretoria
Durante o período de desaparecimento, dirigentes do São Paulo tentaram contatar Arboleda e seu staff exaustivamente, porém, sem conseguir qualquer tipo de retorno. Diante do abandono de posto de um dos atletas mais experientes do elenco, o clube não viu alternativas e enviou uma notificação oficial. O documento estabelece um prazo de 24 horas para que o jogador se manifeste ou se reapresente imediatamente no CT da Barra Funda. Caso o prazo expire sem uma justificativa plausível, o clube estuda medidas severas, que podem incluir a rescisão de contrato por justa causa.
Os Bastidores: Dinheiro, Banco e Ego
Fontes ligadas ao clube indicam que o sumiço não foi um ato isolado de rebeldia, mas o ápice de um sufocamento financeiro e profissional. Arboleda atravessa uma grave crise pessoal; recentemente, a Justiça determinou o bloqueio de suas contas e a apreensão de seu Porsche 911 devido a dívidas acumuladas.
Aliado ao caos financeiro, o desempenho em campo também se tornou um ponto crítico. Com a filosofia de jogo de Roger Machado, Arboleda perdeu a titularidade absoluta e vinha sendo utilizado apenas esporadicamente. O descontentamento com a reserva, somado ao histórico já conhecido de atrasos e polêmicas extra-campo, criou a “tempestade perfeita”.
O Veredito Final
A diretoria tricolor adotou uma postura de “tolerância zero”. O clube enviou uma notificação oficial exigindo a presença do atleta em 24 horas, prazo que se encerra hoje. Nos bastidores, a palavra de ordem é rescisão por justa causa.
Para um jogador que sobreviveu a diversas trocas de técnicos e crises políticas no clube, o “sumiço de abril” parece ser o erro sem volta. Se o São Paulo confirmar o distrato, Arboleda deixará o Morumbi não pelos títulos ou pela raça em campo, mas pela porta dos fundos de um tribunal desportivo.
Até a o fechamento desta matéria, o staff de Robert Arboleda não se manifestou oficialmente sobre o paradeiro exato do atleta ou sobre as negociações de rescisão.



