Economia

Passageiros do Aeroporto já pagam taxa de embarque mais cara em Guarulhos

Passageiros que embarcam em voos internacionais pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) começaram a pagar taxa de embarque mais cara desde 15 de janeiro, segundo atualização oficial publicada no fim de 2025.

O valor da taxa de embarque internacional — cobrada no momento da emissão da passagem aérea e que integra o custo da viagem — passou de R$ 59,54 para R$ 64,56, um acréscimo de 8,43% no teto tarifário autorizado para 2026.

O reajuste foi estabelecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e consta na Decisão nº 729, publicada no Diário Oficial da União em 15 de dezembro de 2025. A medida faz parte da atualização anual dos tetos tarifários que são negociados entre a agência reguladora, as concessionárias e as companhias aéreas.

O que permanece e o impacto para o passageiro

Enquanto a tarifa internacional foi reajustada, a taxa de embarque para voos domésticos em Guarulhos segue sem alteração, mantendo o valor vigente desde 2025.

Embora o ajuste pareça pequeno à primeira vista, ele impacta diretamente o valor final das passagens aéreas, porque as companhias geralmente repassam esse custo ao consumidor na hora da compra. Isso significa que quem embarcar em um voo internacional saindo de Guarulhos pode perceber um aumento no preço total da passagem mesmo que os bilhetes em si não tenham sofrido alteração de tarifa base.

Por que o valor sobe

Segundo a ANAC, os reajustes consideram fatores como:

  • Inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

  • Critérios econômicos previstos nos contratos de concessão assinados com as empresas que administram os aeroportos.

  • Negociação com as companhias aéreas, que participam das consultas antes da implementação das novas tarifas.

O que esperar em 2026

Os novos valores fazem parte de um movimento regular de atualização dos tetos tarifários nos principais aeroportos do país — algo que também ocorre em aeroportos como Viracopos e Congonhas — e costuma ser repassado gradualmente aos consumidores.

Especialistas destacam que a taxa de embarque é apenas um dos componentes que influenciam o preço final das passagens, que também considera custos operacionais, tarifas de pouso e serviços aeroportuários adicionais.