As cinzas dos integrantes dos Mamonas Assassinas foram unidas a sementes de árvores em uma nova homenagem que marca os 30 anos da morte do grupo. A iniciativa integra o memorial que será inaugurado nesta segunda-feira (2), em Guarulhos, cidade natal da banda.
O projeto utiliza um sistema de bio-urnas, tecnologia que permite incorporar cinzas humanas ao solo para o plantio de mudas, transformando o local de sepultamento em um espaço simbólico de memória viva.
Uma árvore para cada integrante
Cada árvore representa um dos músicos:
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Dinho
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Bento Hinoto
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Júlio Rasec
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Samuel Reoli
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Sérgio Reoli
A proposta é simbolizar continuidade, transformação e permanência, criando um espaço onde a memória dos artistas possa ser celebrada de forma sustentável e integrada à natureza.
O memorial foi pensado para receber fãs e visitantes, organizando a visitação que, ao longo das últimas três décadas, sempre foi intensa no local onde os músicos estão sepultados.
Exumação e reorganização do espaço
Para viabilizar o projeto, houve procedimento de exumação autorizado pelas famílias, permitindo a reorganização estrutural do espaço e a incorporação das cinzas ao novo formato do memorial.
A iniciativa foi conduzida com acompanhamento técnico e respeitando protocolos legais.
O objetivo é preservar definitivamente o local e transformá-lo em referência cultural e histórica.
Trinta anos da tragédia
Os Mamonas Assassinas morreram em 2 de março de 1996, quando o avião que transportava o grupo colidiu contra a Serra da Cantareira, em São Paulo.
Em menos de um ano de carreira nacional, a banda vendeu milhões de discos e se tornou fenômeno cultural com sucessos como:
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Pelados em Santos
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Vira-Vira
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Robocop Gay
Mesmo após três décadas, o grupo segue presente na memória coletiva do país e especialmente em Guarulhos.
Memorial consolida legado na cidade
O novo espaço representa um marco definitivo na preservação da história da banda na cidade onde tudo começou.
Guarulhos já conta com homenagens públicas, murais e eventos temáticos ao longo dos anos, mas o memorial cria uma referência permanente, estruturada e simbólica.
A ideia central do projeto é transformar lembrança em vida — árvores que crescem como símbolo da permanência dos Mamonas na cultura brasileira.



