A cidade de Guarulhos está entre os municípios onde foram cumpridos mandados na operação “Aruana”, que combate o tráfico de animais silvestres em cinco estados do país. A ação, realizada nesta terça-feira (3), resultou na prisão de 21 pessoas e no cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão.
Coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), a operação mobilizou forças de segurança em Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul.
Cidades com mandados de prisão e buscas:
- Lauro de Freitas (BA)
- Diadema (SP)
- Guarulhos (SP)
- Indaiatuba (SP)
- Ribeira (SP)
- Ribeirão Preto (SP)
- São Bernardo do Campo (SP)
- São Paulo (SP)
- Sorocaba (SP)
- Curitiba (PR)
- Balneário Camboriú (SC)
- Barra do Sul (SC)
- Barra Velha (SC)
- Florianópolis (SC)
- Governador Celso Ramos (SC)
- Indaial (SC)
- Ilhota (SC)
- Itajaí (SC)
- Itapema (SC)
- Jaraguá do Sul (SC)
- Joinville (SC)
- Navegantes (SC)
- Palhoça (SC)
- Santo Amaro da Imperatriz (SC)
- Timbó (SC)
- Pelotas (RS)
- Glorinha (RS)
Guarulhos entre os alvos em São Paulo
No estado de São Paulo, além de Guarulhos, houve cumprimento de mandados em Diadema, Indaiatuba, Ribeira, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sorocaba.
A presença de Guarulhos na lista reforça a dimensão interestadual da investigação, que apura a atuação de uma organização criminosa envolvida no tráfico de animais silvestres, falsificação de documentos e comercialização ilegal de espécies.
Até o momento, não foram detalhadas as apreensões específicas realizadas na cidade, mas todo o material coletado integra o conjunto de provas que será analisado pelas autoridades.
Prisões e animais resgatados
Dos 21 presos, seis foram detidos em flagrante, enquanto os demais tinham mandados de prisão expedidos no âmbito da operação. Cinco investigados seguem foragidos.
Entre os animais resgatados estão pássaros, jabutis, macacos e cobras, mantidos em cativeiro de forma irregular. Médicos-veterinários foram disponibilizados para prestar atendimento às espécies apreendidas.
Perícia e continuidade das investigações
O material investigativo será encaminhado à Polícia Científica de Santa Catarina, responsável pelos exames periciais e pela emissão de laudos técnicos. As análises ocorrerão em Santa Catarina para aprofundar as linhas de investigação e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
A operação “Aruana” evidencia a atuação integrada entre os estados no enfrentamento ao tráfico de animais silvestres, crime ambiental que movimenta redes organizadas e causa prejuízos à biodiversidade brasileira.



