Saúde

Vacinação contra HPV entre meninos dá salto histórico e atinge 74% em São Paulo

Vacinação contra HPV entre meninos sobe de 47% para 74% (Foto-Divulgação)
Vacinação contra HPV entre meninos sobe de 47% para 74% (Foto-Divulgação)
Cobertura vacinal contra HPV entre meninos em São Paulo sobe de 47% para 74% em 2025; entre meninas, índice chega a 86,76%

No Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, celebrado em 4 de março, o Governo de São Paulo divulgou avanço significativo na cobertura vacinal contra o papilomavírus humano entre crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Entre os meninos, a imunização saltou de 47,35% em 2022 para 74,78% em 2025, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Entre as meninas da mesma faixa etária, a cobertura passou de 81,85% para 86,76% no mesmo período, demonstrando crescimento progressivo da adesão à vacina no estado.

Meta ainda é de 90%

Apesar do avanço, a meta estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é atingir 90% de cobertura vacinal. A Secretaria reforça o papel de pais e responsáveis para ampliar a proteção coletiva e reduzir a circulação do vírus.

A ampliação da cobertura está relacionada a estratégias como intensificação da busca ativa, mobilização das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), parcerias com municípios e campanhas de conscientização sobre a importância da imunização na idade recomendada.

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Vacina é dose única e está disponível no SUS

A vacina contra o HPV é aplicada em dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“O HPV está associado a diversos tipos de câncer. A vacina é segura, eficaz e nosso esforço é ampliar a adesão para reduzir a circulação do vírus e prevenir casos no futuro”, destacou Regiane de Paula, coordenadora da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da secretaria.

O papilomavírus humano está relacionado a cânceres de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe.

Esquema vacinal e público-alvo

A imunização é realizada nas UBSs e também em campanhas escolares organizadas pela secretaria. A recomendação é que a aplicação ocorra preferencialmente aos 9 anos, antes da exposição ao vírus, fase em que o sistema imunológico apresenta melhor resposta à vacina.

De acordo com Maria Lígia Nerger, diretora da Divisão de Imunização do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), é fundamental manter o cartão de vacinação atualizado para garantir a proteção no momento adequado.

Devem se vacinar:

  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos;

  • Até o primeiro semestre de 2026, adolescentes de 15 a 19 anos;

  • Pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais (como imunossuprimidos, transplantados e pacientes oncológicos);

  • Vítimas de abuso sexual;

  • Pessoas com papilomatose respiratória recorrente (PRR).

Campanha “Vacina 100 Dúvidas” recebe reconhecimento

Criada em 2023, a campanha Vacina 100 Dúvidas reúne respostas às principais perguntas da população sobre imunização, com base em evidências científicas.

A iniciativa foi premiada no II Congresso Brasileiro Defesa da Vacinação, promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, e recebeu reconhecimento da Organização Pan-Americana da Saúde e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde.