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PF, Gaeco e Corregedoria da Polícia Civil desarticulam rede de corrupção e lavagem de dinheiro em SP

Operação investiga esquema de corrupção policial e lavagem de dinheiro em São Paulo (Foto-Polícia Federal/divulgação)
Operação investiga esquema de corrupção policial e lavagem de dinheiro em São Paulo (Foto-Polícia Federal/divulgação)
Operação Bazaar investiga esquema de corrupção policial e lavagem de dinheiro em São Paulo. Ministério Público e Polícia Federal

Uma operação do Ministério Público de São Paulo, em ação conjunta com a Polícia Federal e a Corregedoria Geral da Polícia Civil, prendeu nesta quinta-feira (5) nove pessoas suspeitas de integrar um esquema de corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro que teria se instalado em departamentos estratégicos da Polícia Civil de São Paulo.

Entre os presos há três policiais civis, incluindo um delegado, e uma doleira. A ação ainda está em andamento.

A operação, batizada de Bazaar, conta com apoio da Polícia Federal do Brasil, da Polícia Civil do Estado de São Paulo e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).

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Prisões e mandados

Até o momento, quatro suspeitos foram presos. As autoridades também cumprem 25 mandados de busca e apreensão, inclusive dentro de delegacias, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relacionados a medidas cautelares.

As ordens judiciais são direcionadas a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis investigados por participação no esquema.

Suspeita de proteção policial ao grupo criminoso

De acordo com as investigações conduzidas pelo Gaeco, o grupo era formado por doleiros, operadores financeiros e pessoas com experiência em lavagem de capitais.

Segundo o Ministério Público, os investigados realizavam pagamentos frequentes a agentes públicos e policiais civis para obter vantagens ilícitas. Em troca, haveria manipulação de investigações, fraudes processuais e destruição de provas, garantindo que as atividades criminosas continuassem sem responsabilização.

Em nota, o Ministério Público afirmou que os criminosos agiam de forma coordenada para evitar punições e manter o funcionamento do esquema financeiro ilegal.

Investigações continuam

A operação segue em andamento e novas diligências ainda podem ser realizadas pelas autoridades para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.