A operadora de telemarketing Byanca Aparecida dos Santos, de 20 anos, agredida pelo ex-namorado dentro de um elevador em Guarulhos, afirmou que vive sob medo e insegurança após o agressor ser colocado em liberdade provisória. O caso ocorreu na última segunda-feira (16) em um prédio comercial da avenida Salgado Filho, no Centro, e ganhou repercussão após a divulgação de imagens da violência.
Vítima relata trauma e mudança na rotina
Em entrevista à TV Globo, Byanca afirmou que seu cotidiano foi impactado diretamente após o episódio. Segundo ela, o medo já existia antes da agressão, mas se intensificou com a soltura do ex-companheiro.
A jovem relatou estar em estado de choque e com o psicológico abalado, evitando sair de casa e temendo novos episódios de violência. No ambiente de trabalho, colegas também demonstraram preocupação com sua segurança.
Agressão foi registrada por câmeras
Imagens de segurança mostram o momento em que a vítima tenta fugir entrando em um elevador de um prédio comercial. O agressor a persegue, invade o local e inicia as agressões com socos.
A violência só foi interrompida após a intervenção de uma amiga, que entrou no elevador para defender Byanca e impedir que a situação se agravasse.
Caso é investigado como violência doméstica
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a ocorrência foi registrada como violência doméstica e lesão corporal na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarulhos.
A vítima passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) e solicitou medidas protetivas à Justiça.
Agressor responderá em liberdade
O suspeito chegou a ser preso, mas teve liberdade provisória concedida após audiência de custódia realizada na terça-feira (17). Entre as medidas cautelares impostas estão a proibição de contato com a vítima e a obrigatoriedade de manter distância mínima de 300 metros.
Debate sobre segurança e proteção às vítimas
O caso reacende discussões sobre a efetividade das medidas protetivas e a segurança de vítimas de violência doméstica, especialmente após a liberação de agressores.
Especialistas apontam a importância de redes de apoio, acompanhamento psicológico e fiscalização rigorosa das restrições impostas pela Justiça.



