A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a segunda fase da “Operação Infidelitas”. A ação mira uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias que conseguiu desviar mais de R$ 14 milhões de uma única conta empresarial. A ofensiva é coordenada pela Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) do Deic e mobiliza dezenas de policiais em uma força-tarefa interestadual.
Nesta etapa, as equipes cumprem 22 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. Os alvos das prisões concentram-se na capital paulista e incluem um advogado investigado por participação no esquema. Além da cidade de São Paulo, as diligências se estendem por seis endereços na região metropolitana e outros seis no estado de Goiás, onde a polícia conta com o apoio de autoridades locais.
As investigações apontam que o grupo utilizou técnicas sofisticadas de engenharia social e obteve acesso irregular a credenciais corporativas para “sequestrar” a identidade digital dos responsáveis pela conta da empresa vítima.
Com o controle do sistema bancário, os criminosos realizaram a pulverização rápida dos valores por meio de transferências via Pix, TED e emissão de boletos, dificultando o rastreio imediato do montante. Há, inclusive, suspeitas de conluio interno para facilitar o acesso aos dados.
Segundo o delegado Christian Nimoi, da 4ª DCCiber, a operação é um desdobramento de uma fase anterior que já havia identificado dois envolvidos e apreendido dispositivos eletrônicos. A análise desse material revelou uma estrutura complexa voltada não apenas à fraude, mas também à lavagem de dinheiro em larga escala. O objetivo atual é desarticular o núcleo financeiro da quadrilha e identificar novos beneficiários do desvio milionário.



