O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) confirmou, nesta quarta-feira (22), o registro de três novos casos de febre amarela, elevando para seis o total de ocorrências em 2026. O balanço acende um alerta nas autoridades de saúde, já que metade dos pacientes infectados este ano acabou morrendo em decorrência da doença.
As mortes mais recentes foram registradas em Lagoinha, no Vale do Paraíba, envolvendo dois homens de 56 e 53 anos. Um terceiro caso novo foi identificado em Araçariguama, na região de Sorocaba, onde o paciente de 43 anos evoluiu para a cura. Anteriormente, o estado já havia contabilizado um óbito em Cunha e dois casos recuperados em Cruzeiro. Um dado que reforça a necessidade de prevenção é que nenhum dos seis pacientes tinha histórico de vacinação.
Diagnóstico e Prevenção
Devido à semelhança dos sintomas iniciais com os da dengue, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) realiza, nesta sexta-feira (24), uma capacitação online para profissionais da rede pública. O objetivo é refinar o diagnóstico diferencial e agilizar o atendimento. A pasta reforça que a vacina é gratuita, segura e a única forma de evitar formas graves da febre amarela.
Para quem frequenta áreas rurais, de mata ou pretende viajar para regiões com circulação viral, a recomendação é que a dose seja aplicada com, no mínimo, 10 dias de antecedência.
Quem deve procurar as unidades de saúde?
A vacina está disponível na rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para os seguintes grupos:
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Crianças: Dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos.
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Adultos (até 59 anos): Dose única para quem nunca se vacinou ou perdeu o comprovante.
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Atualização: Quem recebeu apenas uma dose antes de completar 5 anos de idade deve tomar um reforço.
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Campanha 2018: Quem utilizou a dose fracionada durante a emergência de 2018 deve consultar sua UBS para atualizar o esquema vacinal.
Para esclarecer dúvidas sobre eficácia e segurança, o governo estadual mantém o portal Vacina 100 Dúvidas (www.vacina100duvidas.sp.gov.br).



