Polícia

Justiça suspende a PM que matou mulher na Zona Leste de SP

Imagem: Reprodução
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PM que matou Thawanna Salmázio na Zona Leste é suspensa pela Justiça. Decisão cita descontrole emocional e proíbe agente de portar armas.

A policial militar Yasmin Ferreira, de 21 anos, foi afastada de suas funções públicas por determinação da Justiça de São Paulo, nesta quarta-feira (22). A medida ocorre após a agente atirar e matar Thawanna Salmázio, de 31 anos, durante uma abordagem no bairro Cidade Tiradentes, na zona leste da capital, no início de abril.

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Com a decisão judicial, a policial está proibida de portar arma de fogo e de manter qualquer tipo de contato com testemunhas ou familiares da vítima. Além disso, ela deve cumprir recolhimento domiciliar noturno (das 22h às 5h) e não pode deixar a comarca sem autorização prévia.

Na sentença, o magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza destacou que as provas reunidas até o momento indicam que a conduta da policial extrapolou os limites do uso legítimo da força. O juiz classificou a ação como marcada por “impulsividade, descontrole emocional e absoluta desproporcionalidade”.

Relembre o crime

O caso aconteceu na noite de 3 de abril. Segundo o relato do companheiro de Thawanna, o casal caminhava pela rua quando ele se desequilibrou e atingiu o retrovisor da viatura policial com o braço. Os agentes pararam o veículo e, após um princípio de confusão, a policial Yasmin Ferreira desceu da viatura, discutiu com a vítima e efetuou o disparo. O resgate solicitado levou cerca de 30 minutos para chegar ao local da ocorrência — apesar de haver uma base do Corpo de Bombeiros a 6 minutos do ponto —, o que contribuiu diretamente para o agravamento do quadro, resultando na morte de Thawanna Salmázio.

Investigação em curso

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso é investigado com prioridade pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e pela própria Polícia Militar, por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM). O Ministério Público e a Ouvidoria das Polícias também acompanham a apuração para garantir o rigor no processo.