Ao longo do mês de maio, a campanha Maio Laranja intensificou ações de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes em Guarulhos. As atividades foram realizadas em unidades escolares da rede municipal e em centros educacionais, com palestras, rodas de conversa e encontros com famílias e estudantes.
A campanha nacional faz referência ao caso de Araceli, uma criança de oito anos vítima de sequestro, violência e assassinato. O crime e a impunidade dos agressores transformaram o episódio em símbolo da luta por justiça e fortalecimento das políticas de proteção à infância e adolescência no Brasil.
A conselheira tutelar Adriana Rodrigues de Souza destacou que qualquer toque de cunho sexual, mesmo que breve, pode configurar violência sexual e é considerado crime, independentemente de quem o pratique. Segundo ela, pesquisas apontam que cerca de 90% dos casos ocorrem dentro do ambiente familiar.
Adriana reforça que qualquer suspeita ou relato deve ser levado a sério, já que situações desse tipo podem gerar impactos emocionais e comportamentais nas crianças. Em casos de violência, é fundamental buscar ajuda especializada e garantir que a vítima não seja negligenciada.
As ações são realizadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Proteção e Defesa Civil, por meio das equipes do Conselho Tutelar, em parceria com a Secretaria de Educação e com acompanhamento da Supervisão Escolar. A iniciativa tem caráter intersetorial e busca fortalecer a rede de proteção e ampliar o alcance das políticas públicas no município.
Frequência escolar e participação da família
Além das ações do Maio Laranja, os encontros também abordaram a importância da frequência escolar e do acompanhamento da vida educacional dos estudantes pelas famílias.
Na quinta-feira (21), as conselheiras tutelares Adriana Rodrigues de Souza e Sheila Ribeiro dos Santos, junto à supervisora escolar Ellen Maria Oliveira Lopes, participaram de atividade na EPG Sophia Fantazzini Cecchinato, no Pimentas, que atende cerca de 600 estudantes.
Durante o encontro, os responsáveis foram orientados sobre o limite de faltas e a necessidade de justificativas. A supervisora destacou que o acompanhamento familiar é essencial para o desenvolvimento pedagógico das crianças.
Ela explicou ainda que a escola monitora a frequência dos alunos e que a legislação prevê encaminhamento ao Conselho Tutelar quando há 16 ou mais faltas injustificadas, consecutivas ou alternadas. Segundo ela, o excesso de faltas compromete diretamente a aprendizagem.
Também foi reforçado o uso de um sistema online integrado ao Conselho Tutelar, que auxilia no acompanhamento dos casos e fortalece a comunicação entre escola e órgãos de proteção.
Durante a ação, foram entregues apostilas com atividades para que os responsáveis auxiliem na recuperação de conteúdos em casa.
O Conselho Tutelar também realizou atividades no CEU Parque São Miguel, com palestras para alunos da EPG Walter Efigênio, reunindo os Conselhos Tutelares Pimentas I e II e instituições da rede de proteção, como Associação Elizabeth Bruyere, Cáritas, Associação Construindo Sonhos, CRAS Centenário e CRAS Marcos Freire.
A mobilização também ocorreu nas EPGs Anísio Teixeira e Tarsila do Amaral e, em parceria com o Conselho Tutelar de Cumbica, nas unidades Marfilha Belloti, Amadeu Pereira de Lima, Visconde de Sabugosa, Rogério Damião, Anselmo Duarte e Glorinha Pimentel.
Ao final das atividades, foram compartilhados os contatos e endereços dos Conselhos Tutelares de cada região, além de canais de denúncia como o Disque 100.
Mais informações estão disponíveis em: https://www.guarulhos.sp.gov.br/conselhos-tutelares


