Guarulhos apresentou saldo negativo na geração de empregos em abril, segundo a Fundação Seade, com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O município, que até 2024 figurava como cidade não capital do Brasil campeã em geração de empregos, perdeu 92 postos de trabalho. Foram 21.232 contratações contra 21.324 demissões.
A situação de Guarulhos vai na contramão do que ocorre no Estado de São Paulo, onde foram criadas mais de 200 mil oportunidades de emprego com carteira assinada nos primeiros quatro meses de 2026, o equivalente a quase 2 mil vagas por dia. Com a queda nas oportunidades de emprego, neste período, entre janeiro e abril, Guarulhos figura como apenas a quinta do Estado de São Paulo, atrás de municípios menores, além da capital, a líder. Osasco, Bauru e Campinas, nesta ordem, aparecem à frente do segundo maior município de São Paulo.
No acumulado de 12 meses, mais más notícias para Guarulhos. A cidade figura como a quarta do Estado, atrás de São Paulo, Osasco e Barueri.
Somente em abril foram criadas 20.202 vagas formais no estado. No acumulado dos últimos 12 meses, São Paulo registrou saldo positivo de 232.224 postos de trabalho.
Os números mostram que o estado foi responsável por 29% de todas as vagas geradas no Brasil nos quatro primeiros meses do ano, 24% das vagas criadas em abril e 22% do saldo registrado nos últimos 12 meses.
Além disso, São Paulo respondeu por 61% dos empregos criados na região Sudeste entre janeiro e abril, consolidando sua posição como o principal gerador de vagas do país.
Em todos os períodos analisados houve crescimento na criação de empregos formais no estado: alta de 0,14% em abril, crescimento de 1,4% no quadrimestre e avanço de 1,61% no acumulado de 12 meses.
Cidades campeãs na geração de empregos em abril
Osasco liderou a geração de empregos no estado durante abril, com saldo de 4.023 vagas formais.
Na sequência aparecem:
- Santo André: 841
- Indaiatuba: 776
- Barueri: 739
- Pontal: 698
- São José do Rio Preto: 614
- Itatiba: 597
- Santa Bárbara D’Oeste: 570
- Garça: 568
- Sorocaba: 560
- Holambra: 516
- Campinas: 494
- Hortolândia: 481
- Cajamar: 474
- Pitangueiras: 472
- Chavantes: 457
- São José dos Campos: 427
- Mogi-Guaçu: 410
- Castilho: 388
- Araras: 373
- Porto Feliz: 367
- Santos: 353
- Tatuí: 343
- Itapetininga: 342
- Santa Cruz das Palmeiras: 337
- São Carlos: 333
- Charqueada: 311
- Colômbia: 306
- Pirassununga: 302
- Taubaté: 293
- Buritizal: 268
- Leme: 263
- Ribeirão Preto: 254
- Planalto: 251
- Cosmópolis: 245
- Guaratinguetá: 233
- Porto Ferreira: 233
- Vista Alegre do Alto: 227
- Taboão da Serra: 220
- Jeriquara: 217
- Mauá: 215
- São Vicente: 214
- Itaquaquecetuba: 213
- Valinhos: 211
- São Manuel: 209
- Praia Grande: 206
- Paraguaçu Paulista: 204
- Laranjal Paulista: 200
- Presidente Prudente: 199
- Dois Córregos: 193
Cidades que mais geraram empregos no acumulado de 2026
No acumulado entre janeiro e abril, a capital paulista lidera com ampla vantagem.
Confira os principais destaques:
- São Paulo – 53.554 vagas
- Osasco – 12.450
- Bauru – 7.511
- Campinas – 6.321
- Guarulhos – 5.751
- Ribeirão Preto – 5.380
- Franca – 4.619
- Santo André – 4.128
- São Bernardo do Campo – 3.902
- Sorocaba – 3.727
Também aparecem entre os destaques São José do Rio Preto (3.269), Sumaré (2.973), Indaiatuba (2.850), Piracicaba (2.288), Santos (2.114), Limeira (2.095), Tatuí (1.887), São José dos Campos (1.794), São Carlos (1.684) e Barueri (1.596).
Ranking dos últimos 12 meses
No acumulado de um ano, São Paulo continua liderando o ranking estadual.
As principais cidades são:
- São Paulo – 90.832 vagas
- Osasco – 31.949
- Barueri – 11.313
- Guarulhos – 7.913
- Santo André – 5.657
- Santos – 5.256
- Ribeirão Preto – 4.365
- São Bernardo do Campo – 4.337
- São José dos Campos – 3.991
- Bauru – 3.717
Também figuram entre os destaques Tatuí (3.596), São José do Rio Preto (2.803), Sumaré (2.537), Cajamar (2.532), Sorocaba (2.434), Taubaté (2.307) e São Carlos (2.183).
Comparativo estadual e nacional
São Paulo
- Abril: 20.202 vagas
- 4 meses: 202.374 vagas
- Últimos 12 meses: 232.224 vagas
Brasil
- Abril: 85.888 vagas
- 4 meses: 699.762 vagas
- Últimos 12 meses: 1.059.860 vagas
Sudeste
- Abril: 44.545 vagas
- 4 meses: 331.442 vagas
- Últimos 12 meses: 402.055 vagas
São Paulo tem o maior salário médio de admissão do país
Além de liderar a geração de empregos, São Paulo registrou em abril o maior salário médio de admissão do Brasil, com R$ 2.693,01.
O valor ficou à frente do Distrito Federal (R$ 2.518,09), Santa Catarina (R$ 2.427,82) e Rio de Janeiro (R$ 2.370,83).
Segundo o levantamento, o salário médio de admissão paulista é 13% superior à média nacional, que ficou em R$ 2.386,56. A região Sudeste também apresentou o maior rendimento médio do país, com R$ 2.548,35.
A valorização salarial é influenciada por fatores como o reajuste do salário mínimo paulista, que alcançará R$ 1.874 em 2026.
Setor de serviços lidera contratações
O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos em abril, com saldo de 20.393 vagas.
Os segmentos que mais contribuíram foram:
- Transporte, armazenagem e correio: 8.651 vagas
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 7.157 vagas
- Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 2.268 vagas
Na sequência aparecem:
- Indústria geral: 2.530 vagas
- Indústria da transformação: 2.168 vagas
- Construção civil: 2.033 vagas
- Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 1.011 vagas


