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Polícia reforça ações contra infrações ambientais no estado de São Paulo

A instituição intensifica o cerco contra desmatamento, tráfico de animais e queimadas por meio de fiscalizações contra crimes ambientais.

A Polícia Militar Ambiental deflagrou uma série de operações para intensificar o combate aos crimes ambientais em todo o território do estado de São Paulo. A mobilização especial, estruturada de forma estratégica em áreas prioritárias, ocorre em um período alusivo às comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, focando na prevenção, fiscalização técnica e repressão de práticas ilegais que agridem a fauna, a flora e os recursos naturais paulistas.

Entre as frentes de trabalho ampliadas pelas equipes estão as vistorias em madeireiras e estabelecimentos comerciais de subprodutos florestais. O objetivo é atestar a regularidade da origem, do transporte e do armazenamento das cargas. Paralelamente, o cerco contra o tráfico de animais silvestres foi enrijecido em rotas conhecidas pelo histórico de captura e manutenção ilegal de espécies nativas em cativeiro.

A atuação dos policiais também ganhou reforço no patrulhamento náutico em unidades de conservação marítimas e faixas litorâneas protegidas. O monitoramento busca coibir a pesca irregular, a poluição industrial ou domiciliar, as invasões e o turismo predatório em ecossistemas sensíveis.

De acordo com o tenente Aurélio Teixeira, da PM Ambiental, as ocorrências mais recorrentes no estado envolvem a supressão irregular de vegetação nativa, intervenções não autorizadas em Áreas de Preservação Permanente (APP), caça ilegal, queimadas e o descarte clandestino de resíduos sólidos.

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Operação Huracan e uso de tecnologia embarcada

Para otimizar os resultados, as forças de segurança têm apostado na modernização e na integração. Um exemplo recente foi o balanço da Operação Huracan 2026, realizada entre os dias 25 e 29 de maio. No total, a instituição registrou 713 ações integradas de fiscalização, identificando irregularidades ambientais em 199 locais inspecionados.

A iniciativa contou com o apoio de 13 drones em missões específicas de monitoramento aéreo, cobrindo áreas de difícil acesso por terra. “O uso de drones, imagens de satélite e ferramentas de georreferenciamento fortalecem a fiscalização ambiental, melhoram o planejamento operacional e ampliam a capacidade de produção de provas técnicas durante as ocorrências”, avaliou o tenente Aurélio.

O balanço estatístico oficial do primeiro quadrimestre do ano corrobora o aumento das atividades de campo. No período acumulado entre janeiro e abril, as equipes da Polícia Ambiental contabilizaram a realização de 3,8 mil operações em áreas rurais e o atendimento a 16,3 mil denúncias protocoladas pela população.