Uma passageira protagonizou uma cena de violência extrema no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, ao agredir a socos quatro funcionárias da companhia aérea Latam. O ataque ocorreu na última segunda-feira (15) e teria sido motivado pela irritação da cliente diante de um atraso de voo e de orientações recebidas durante o procedimento de check-in.
Imagens gravadas por testemunhas e compartilhadas nas redes sociais registraram o início da confusão. No vídeo, a passageira grita frases como: “Debocha! Debocha! Faz essa cara de debochada!” e “Você quer ver?”. Em seguida, ela avança sobre o balcão e desfere o primeiro soco no rosto da funcionária que realizava o atendimento.
Outras colaboradoras da empresa tentaram conter a agressora, mas também acabaram atingidas por múltiplos socos, inclusive na face. Um homem com uma bebê no colo e outro passageiro tentaram separar a briga, sem sucesso. Após o tumulto, a mulher conseguiu fugir do local antes da chegada das autoridades.
Contingência operacional e fuga
De acordo com a GRU Airport, concessionária que administra o terminal paulista, quatro funcionários foram vítimas dos ataques da passageira. Na madrugada de terça-feira (16), os profissionais agredidos compareceram à delegacia para prestar depoimento e registrar a ocorrência.
Em nota oficial, a Latam Airlines Brasil repudiou veementemente o episódio. A companhia aérea explicou que o atendimento ocorria no momento em que os clientes eram remanejados por conta de uma “contingência operacional” e enfatizou que “nada justifica a conduta inadmissível de violência registrada contra seus funcionários“. A empresa informou que está prestando total apoio psicológico e jurídico às vítimas e colabora ativamente com os órgãos de segurança.
Investigação e identificação da agressora
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso foi registrado como lesão corporal pela 3ª Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista (Deatur) de Guarulhos.
Embora a passageira já tenha sido identificada formalmente pelos investigadores, ela ainda não prestou depoimento oficial e segue forçada. As diligências policiais continuam em andamento para localizá-la.


