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Advogado ameaça deixar julgamento do caso Gritzbach após discussão com promotor no primeiro dia

Advogado ameaça deixar julgamento do caso Gritzbach após discussão com promotor (Foto-Divulgação)
Advogado ameaça deixar julgamento do caso Gritzbach após discussão com promotor (Foto-Divulgação)
Julgamento do caso Gritzbach é marcado por discussão entre defesa e promotor em São Paulo; advogados ameaçam abandonar sessão

O primeiro dia do julgamento dos três policiais militares acusados de envolvimento na execução do empresário e corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, morto em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, foi marcado por tensão, discussões e troca de acusações entre defesa e Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Em meio aos bate-bocas, um dos advogados chegou a ameaçar abandonar a sessão após embates diretos com o promotor do caso.

O julgamento teve início nesta segunda-feira (data não informada no processo) com a oitiva de testemunhas de acusação, incluindo sobreviventes e peritos. O ambiente no plenário se tornou conflituoso durante o depoimento do perito Leandro Lopes, da Polícia Técnico-Científica.

A defesa dos réus tentou desqualificar o laudo pericial e chegou a solicitar o afastamento do perito como testemunha, sob a alegação de que ele teria se reunido previamente com o promotor para “combinar” o depoimento. O pedido, no entanto, foi negado pelo juiz responsável pelo caso, Rodrigo Tellini Camargo.

A situação se agravou durante questionamentos feitos ao perito sobre o laudo do local do crime. O promotor Rodrigo Merli contestou pontos levantados pela defesa e mencionou inconsistências no parecer apresentado pelos advogados dos réus.

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Em meio ao clima de confronto, o advogado Renan Canto reagiu às intervenções do promotor, acusando-o de interferência na fala da defesa e insinuando combinação de versões com a testemunha.

O promotor respondeu de forma incisiva, aumentando a tensão no plenário. A troca de acusações levou o advogado a sair da tribuna e ameaçar deixar o julgamento.

Durante o embate, houve troca de ofensas e provocações entre as partes. O promotor fez críticas à defesa, enquanto os advogados acusaram o representante do MP-SP de desrespeito e conduta inadequada.

O juiz precisou intervir e determinou que o promotor evitasse circular pelo plenário durante os depoimentos da defesa. Após cerca de dez minutos de interrupção, os ânimos foram controlados e a sessão retomada.

Réus e acusação

Os três policiais militares réus no processo são o soldado Ruan Silva Rodrigues, o cabo Denis Antônio Martins e o tenente Fernando Genauro da Silva.

Segundo a acusação, os dois primeiros teriam sido os executores dos disparos, enquanto o terceiro é apontado como responsável por conduzir o veículo utilizado no crime e auxiliar na fuga após o assassinato.

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Rito do julgamento

O julgamento segue cronograma previsto para a semana:

  • Segunda-feira: Oitiva de dez testemunhas do Ministério Público
  • Terça-feira: Testemunhas de defesa e interrogatório dos réus
  • Quarta-feira: Debates entre acusação e defesa
  • Quinta-feira: Réplica do MP e tréplica da defesa
  • Sexta-feira: Votação dos jurados e possível sentença

A expectativa é de que o resultado final seja anunciado até o fim da sexta-feira.