A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (19), a Operação Rapere para desarticular uma associação criminosa suspeita de extorquir passageiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. A ação resultou na prisão temporária de três pessoas e no cumprimento de mandados em Guarulhos e na capital paulista.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência envolvendo os chamados “arrastadores”. O grupo atuava nas áreas de desembarque do aeroporto se passando por motoristas de aplicativo ou táxi.
As vítimas eram abordadas e induzidas a aceitar corridas falsas, sendo posteriormente coagidas a realizar pagamentos com valores muito acima do praticado no mercado.
Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão e seis de busca e apreensão, cumpridos em endereços localizados em Guarulhos e na capital paulista, nos bairros de Itaquera, Capão Redondo e São Miguel Paulista.
Até o momento, três pessoas foram presas temporariamente. A investigação também identificou ao menos seis integrantes da associação criminosa.
Segundo a Polícia Civil, sete vítimas foram identificadas, incluindo pessoas de outros estados e até do exterior. Imagens obtidas pelos investigadores reforçaram as provas apresentadas à Justiça e confirmaram a atuação do grupo dentro do aeroporto.
A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar os demais investigados. A corporação também apura a participação dos suspeitos em outros crimes, como estelionato e extorsão.
Operação Rapere
Batizada de “Rapere”, palavra em latim que significa “roubar”, a operação tem como objetivo encerrar a atuação de criminosos que intimidavam passageiros em uma das áreas de maior circulação do país.

