O estado de São Paulo consolidou uma trajetória histórica de redução da criminalidade desde 2023, resultado de uma política pública baseada em inteligência, tecnologia, integração entre as forças de segurança e reforço do efetivo policial.
De acordo com o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), São Paulo registrou, em 2024, a menor taxa de homicídios dolosos do país, com 6,6 mortes por 100 mil habitantes, índice muito inferior à média nacional, de 20,1.
Os resultados também aparecem nas estatísticas da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP). Em 2025, o estado registrou os menores índices da série histórica para crimes como roubos, homicídios, latrocínios, roubos de veículos e roubos de carga.
A tendência permanece em 2026. No primeiro quadrimestre do ano, São Paulo alcançou os menores números de homicídios dolosos, latrocínios e roubos desde o início da série histórica, em 2001.
Muralha Paulista amplia monitoramento
Um dos principais programas responsáveis pelos resultados é o Muralha Paulista, sistema que integra tecnologia, inteligência artificial e compartilhamento de dados para fortalecer a segurança pública.
Atualmente, 607 municípios paulistas aderiram ao programa, sendo 228 totalmente integrados. A estrutura reúne cerca de 125 mil câmeras e sensores conectados e recebeu investimentos de R$ 440 milhões.
O sistema também será ampliado com mais 4 mil câmeras instaladas em rodovias e infraestruturas públicas, formando um cinturão de inteligência viária em todo o estado.
Os equipamentos utilizam reconhecimento facial e cruzamento de dados com o Banco Nacional de Mandados de Prisão para identificar foragidos da Justiça em tempo real.
Recupera-SP enfraquece financeiramente o crime
Outra estratégia do Governo do Estado é o Recupera-SP, programa voltado ao combate financeiro das organizações criminosas.
Desde sua criação, mais de R$ 120 milhões foram recuperados e revertidos em investimentos para equipamentos, tecnologia e infraestrutura das forças de segurança.
Prejuízo bilionário ao tráfico
O combate ao tráfico de drogas também apresentou resultados expressivos. Desde 2023, as forças policiais apreenderam 733 toneladas de entorpecentes, provocando prejuízo estimado em mais de R$ 3,2 bilhões às organizações criminosas.
Somente na Baixada Santista, foram apreendidas 40 toneladas de drogas, causando perdas superiores a R$ 266 milhões ao crime organizado.
Ao todo, foram realizadas 500 operações especiais em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal para combater facções criminosas.
Reforço no efetivo e investimentos
O Governo de São Paulo também ampliou o efetivo policial. Em junho, foi lançado concurso público para contratação de 4 mil soldados da Polícia Militar.
A meta é incorporar 26 mil novos policiais até o fim de 2026. Desde 2023, mais de 16 mil profissionais passaram a atuar nas ruas.
Além disso, o Estado investiu R$ 1,7 bilhão na aquisição de:
- 18,6 mil armas;
- 57,3 mil coletes balísticos;
- 3,8 mil viaturas;
- 15 mil câmeras corporais;
- um novo helicóptero;
- construção e modernização de 173 unidades policiais.
Também houve reajuste salarial de 10% para policiais civis e militares, além da destinação de R$ 609 milhões em bônus por desempenho.
Ampliação da proteção às mulheres
A proteção às mulheres também foi fortalecida com a criação da Patrulha SP Mulher Segura, especializada no atendimento de ocorrências de violência doméstica.
O serviço começou na capital e será expandido para o interior e o litoral até o final do ano, com previsão de 100 viaturas exclusivas.
O estado conta atualmente com:
- 144 Delegacias de Defesa da Mulher;
- DDM Online;
- 220 Salas DDM em delegacias comuns.
No primeiro quadrimestre de 2026, houve aumento de 18% nas medidas protetivas concedidas às mulheres em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Outro destaque é o aplicativo SP Mulher Segura, lançado em 2024. A plataforma já contabiliza mais de 61 mil usuárias, 16,2 mil acionamentos de emergência e cerca de 2,3 mil boletins de ocorrência registrados digitalmente.
Além disso, o monitoramento eletrônico de agressores foi ampliado. Atualmente, o estado dispõe de mais de 1,2 mil equipamentos entre tornozeleiras eletrônicas e dispositivos de monitoramento, que já contribuíram para a prisão de 136 agressores que descumpriram medidas protetivas.


