O Ministério da Saúde emitiu um alerta formal para estados e municípios sobre o risco de avanço na circulação e transmissão de arboviroses em decorrência do fenômeno climático El Niño. De acordo com projeções do sistema InfoDengue, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o impacto das alterações no clima pode levar o Brasil a registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue no ano de 2027.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meterologia (Inmet), a previsão é que o El Niño se manifeste de forma moderada a partir do segundo semestre de 2026. A combinação do aumento das temperaturas médias com as variações bruscas nos padrões de precipitação cria um ambiente altamente favorável para o ciclo reprodutivo e a proliferação do mosquito Aedes aegypti, estimulando a formação de novos focos do vetor transmissor de doenças como dengue e chikungunya.
Apesar da emissão do alerta preventivo para os órgãos de saúde pública, o balanço epidemiológico do país aponta estabilização temporária no primeiro semestre deste ano. Dados apurados até junho de 2026 indicam uma queda de 73% nas ocorrências registradas de dengue e de 46% nos diagnósticos de chikungunya em relação a períodos anteriores.
No entanto, as autoridades sanitárias reforçam que a redução momentânea de infectados não elimina a necessidade de vigilância contínua, uma vez que a virada de cenário climático prevista para o segundo semestre exige ações permanentes de prevenção e controle de focos do mosquito nas cidades.


