A Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa), da Polícia Civil de São Paulo, recebeu 14.288 denúncias de maus-tratos contra animais entre janeiro e junho de 2026. O número representa uma média de aproximadamente 78 registros por dia e reforça a importância da plataforma como canal para comunicar casos de violência contra animais em todo o estado.
Criada em 2016, a Depa permite que denúncias sejam feitas pela internet, por meio de celular ou computador. O sistema facilita o registro de ocorrências sem a necessidade de comparecer presencialmente a uma delegacia.
Segundo a delegada Jeanette Sanjar, coordenadora da Delegacia de Proteção Animal, após o recebimento das informações, as denúncias são encaminhadas às unidades policiais responsáveis pela região onde o caso foi registrado. A partir disso, são iniciadas as diligências para verificar a situação e tomar as medidas necessárias. A maior parte dos registros envolve animais domésticos, principalmente cães. Entre os casos denunciados estão situações de animais mantidos presos, sem acesso adequado a água ou comida e vítimas de agressões. A plataforma também recebe denúncias relacionadas a criadouros clandestinos, onde animais podem ser mantidos em condições insalubres.
Denúncias podem ajudar a interromper maus-tratos
Para a Polícia Civil, o crescimento no número de registros demonstra uma maior conscientização da população sobre a importância de comunicar situações de violência contra animais.
A Depa funciona como uma alternativa para pessoas que presenciam possíveis crimes e não sabem como agir ou têm dificuldade para procurar uma unidade policial presencialmente. Após o registro, as informações são analisadas e encaminhadas à unidade competente, que pode realizar investigações e adotar as medidas cabíveis.
Como denunciar
A denúncia pode ser feita pela internet, por meio da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal, disponível no portal da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. O acesso é realizado pelo ícone “Depa”, localizado na área do Disque Denúncia. Diferentemente de canais de denúncia anônima, a plataforma exige a identificação do denunciante, inclusive com CPF. No entanto, é possível solicitar o sigilo dos dados pessoais, evitando que a identidade seja divulgada durante a apuração.
Depois do envio da ocorrência, o sistema gera um protocolo e uma senha que permitem acompanhar o andamento da denúncia. As informações são encaminhadas à unidade policial responsável, que poderá investigar o caso e adotar providências para interromper os maus-tratos e responsabilizar os envolvidos.


