Uma fábrica de meias localizada no bairro Bonsucesso, em Guarulhos, foi flagrada furtando energia elétrica durante uma operação de fiscalização realizada pela Polícia Civil com apoio de equipes técnicas da EDP, distribuidora responsável pelo fornecimento de energia no município.
Durante a inspeção, foram identificadas irregularidades na instalação elétrica, como a ausência das fases A e B e a violação do lacre do medidor. Segundo a EDP, os indícios caracterizam o furto de energia.
Os responsáveis pela unidade podem responder criminalmente pelo caso. Além disso, deverão ressarcir os valores referentes à energia consumida e não faturada, conforme as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), incluindo custos administrativos e operacionais relacionados à regularização da instalação
Lei aumenta punição para furto de energia
Desde 30 de abril de 2026, o furto de energia elétrica passou a ter uma punição mais rigorosa no país com a entrada em vigor da Lei nº 15.397/2026. Com a mudança, a pena prevista para o furto simples, que anteriormente variava de um a quatro anos, passou a ser de até seis anos de reclusão.
A alteração também impacta os casos de flagrante. Como a pena máxima pode chegar a seis anos, a autoridade policial não pode mais conceder fiança nesses casos. O autuado permanece à disposição da Justiça até a audiência de custódia, quando o Poder Judiciário avalia a situação.
EDP recuperou 24,5 GWh de energia furtada em Guarulhos
As ações de combate às fraudes também têm sido ampliadas pela EDP. Em 2025, a empresa recuperou 24,5 GWh de energia furtada em Guarulhos, volume equivalente ao consumo mensal de toda a cidade de Lorena, que possui cerca de 85 mil habitantes.
De acordo com a distribuidora, as operações antifraude apontam uma redução na reincidência entre clientes de grandes cargas, como estabelecimentos comerciais e indústrias, em toda a área de concessão. Entre as estratégias utilizadas está a aplicação de Inteligência Artificial, que auxilia na identificação de possíveis irregularidades e no direcionamento das fiscalizações.
A EDP também vem ampliando a instalação de mecanismos de blindagem mecânica em unidades de grandes cargas que já foram flagradas em fraudes. A empresa mantém ainda parcerias com órgãos públicos, incluindo as polícias civis, para intensificar o combate ao furto de energia.
Ligações clandestinas oferecem riscos
Além de representar prejuízo financeiro, o furto de energia pode colocar em risco a segurança de quem realiza a ligação irregular e de moradores das proximidades.
Em muitos casos, as instalações clandestinas são feitas sem equipamentos adequados e sem condições de segurança. A sobrecarga provocada por essas ligações pode causar interrupções no fornecimento, oscilações e danos a equipamentos elétricos de imóveis próximos. A manipulação da rede elétrica deve ser realizada exclusivamente por profissionais habilitados e utilizando equipamentos de segurança apropriados. O problema também provoca impactos econômicos. O furto de energia reduz a arrecadação de impostos incluídos nas contas de luz, recursos destinados a áreas como saúde e educação.
Além disso, conforme as regras da Aneel, as perdas elétricas são consideradas no cálculo das tarifas. Com isso, parte dos custos relacionados à energia furtada pode acabar sendo distribuída entre os consumidores da rede.
Como denunciar
A EDP disponibiliza canais gratuitos para que a população denuncie suspeitas de ligações irregulares:
- Aplicativo EDP Online
- WhatsApp: (11) 93465-2888
- Central de Atendimento: 0800 721 0123
Os canais funcionam 24 horas.


