O mercado de trabalho paulista abriu 252.558 vagas com carteira assinada no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Fundação Seade elaborado a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado representa 27% dos 921.645 empregos formais criados em todo o Brasil no período.
Na prática, o estado gerou uma média de quase 1,5 mil novos postos de trabalho por dia entre janeiro e junho. O desempenho também garantiu a São Paulo a liderança nacional no saldo de empregos formais. Somente em junho, foram abertas 34.981 vagas no estado. No acumulado dos 12 meses encerrados no mês, o saldo chegou a 210.733 novos empregos. A força do mercado paulista também aparece quando os números são comparados com os demais estados da região. Entre janeiro e junho, o Sudeste registrou 444.363 novos empregos formais, dos quais São Paulo respondeu por aproximadamente 58%. No mesmo período, o Brasil contabilizou 921.645 vagas.
Em junho, o estado também manteve participação expressiva no resultado nacional. Das 145.161 vagas criadas no país, 34.981 foram abertas em São Paulo, o equivalente a 24% do total.
Considerando os 12 meses, o estado representou 22% dos 963.921 postos formais criados no Brasil. O setor de serviços foi o principal responsável pelo resultado paulista em junho, com 21.672 vagas abertas. Dentro do segmento, os maiores saldos foram registrados nas atividades de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, que somaram 9.389 novos postos. Na sequência apareceram transporte, armazenagem e correio, com 9.377 vagas, e alojamento e alimentação, com 3.438.
A agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registrou 9.364 contratações líquidas no mês. Já o comércio e a reparação de veículos automotores e motocicletas geraram 4.738 vagas.
Além do volume de contratações, São Paulo apresentou em junho o maior salário médio de admissão entre os estados brasileiros, de R$ 2.724,94. O valor ficou acima da média nacional, de R$ 2.404,34, e também superou o resultado do Sudeste, que registrou média de R$ 2.565,35. Santa Catarina apareceu em segundo lugar, com R$ 2.449,72, seguida pelo Distrito Federal, com R$ 2.431,74, e Mato Grosso, com R$ 2.400,91. O salário mínimo paulista, estabelecido pelo Governo de São Paulo, também é apontado como um dos fatores que influenciam a remuneração dos trabalhadores no estado. Em 2026, o piso estadual chegou a R$ 1.874.
Veja os números
São Paulo
- Junho: 34.981 vagas
- Primeiro semestre: 252.558 vagas
- Acumulado de 12 meses: 210.733 vagas
Brasil
- Junho: 145.161 vagas
- Primeiro semestre: 921.645 vagas
- Acumulado de 12 meses: 963.921 vagas
Sudeste
- Junho: 70.383 vagas
- Primeiro semestre: 444.363 vagas
- Acumulado de 12 meses: 365.894 vagas
O desempenho mantém São Paulo como o principal polo de geração de empregos formais do país no primeiro semestre de 2026.


