A taxa de desemprego no estado de São Paulo caiu de 6% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados pela Fundação Seade. O índice paulista ficou igual à média nacional no período. O número de pessoas desocupadas no estado chegou a 1,391 milhão, uma redução de 10,9% em relação ao trimestre anterior. Apesar da queda, a taxa ainda está acima do menor índice registrado na série histórica do IBGE, iniciada em 2012. O recorde foi alcançado no quarto trimestre de 2025, quando o desemprego em São Paulo ficou em 4,7%.
Estado concentra 11,65 milhões de trabalhadores com carteira assinada
São Paulo também registrou o maior número de empregados com carteira assinada no setor privado entre os estados brasileiros. Ao todo, eram 11,65 milhões de trabalhadores, alta de 0,6% em relação ao primeiro trimestre e de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2025. O número representa cerca de 30% dos trabalhadores com carteira assinada de todo o país e aproximadamente 60% do total da região Sudeste. Entre os empregados do setor privado no estado, 82% tinham carteira assinada, segundo maior percentual entre as unidades da Federação. No Brasil, a proporção foi de 74,4%.
Já o total de pessoas ocupadas em São Paulo chegou a 24,554 milhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior e 0,8% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Informalidade fica em 30,1%
A taxa de informalidade paulista ficou em 30,1% da população ocupada, uma das menores do país. A média nacional foi de 37,4%. O número de trabalhadores no setor privado também atingiu um recorde no segundo trimestre, chegando a 14,214 milhões de pessoas. Outro destaque foi o rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores paulistas, que chegou a R$ 4.447. O valor é 19% superior à média nacional, de R$ 3.738, e 8% maior que a média da região Sudeste, de R$ 4.124. O rendimento de São Paulo foi o segundo maior do país, atrás apenas do Distrito Federal, onde a média chegou a R$ 6.171.
Desemprego vem recuando desde 2021
Os dados mostram uma trajetória de queda do desemprego paulista nos últimos anos. Depois de atingir níveis elevados durante o período da pandemia, a taxa passou de 14,4% em 2021 para 9,1% em 2022, chegando a 7,5% em 2023 e 6,2% em 2024. Em 2025, a média anual ficou em 5%, enquanto o primeiro trimestre de 2026 registrou 6% e o segundo, 5,4%.
Taxa de desemprego em São Paulo
- 2026: 1º trimestre: 6% | 2º trimestre: 5,4%
- 2025: 5%
- 2024: 6,2%
- 2023: 7,5%
- 2022: 9,1%
- 2021: 14,4%
- 2020: 14%
- 2019: 12,4%
- 2018: 13,2%
- 2017: 13,5%
- 2016: 12,4%
- 2015: 10,1%
- 2014: 7,4%
- 2013: 7,5%
- 2012: 7,2%
Estado oferece vagas e cursos de qualificação
Para quem está em busca de emprego ou qualificação profissional, o governo estadual mantém mais de 200 Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) em São Paulo. Também está disponível a plataforma Trampolim, que reúne vagas de emprego e cursos de qualificação. A ferramenta permite filtrar oportunidades por área e localização, além de oferecer testes de habilidades e recurso para criação de currículo.
Os PATs também realizam serviços de intermediação de mão de obra e habilitação para o seguro-desemprego. Para atendimento presencial, é necessário levar RG, CPF e Carteira de Trabalho.


