Polícia

PM vai preso acusado de matar o sogro a tiros durante discussão por vaga em Guarulhos

Briga começou após desentendimento envolvendo uma motocicleta estacionada em frente à garagem, no Jardim Bela Vista; PM alegou legítima defesa, mas testemunhas contestaram sua versão

Um policial militar de 27 anos foi preso em flagrante após matar o próprio sogro, Fábio de Lima, de 45 anos, durante uma discussão familiar no Jardim Bela Vista, em Guarulhos. O caso ocorreu na noite de sexta-feira (25) e é investigado pelo 7º Distrito Policial.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, o desentendimento começou depois que a vítima estacionou uma motocicleta em frente à garagem da residência, dificultando a saída de um veículo. A discussão evoluiu para uma briga corporal e terminou com o policial efetuando um disparo contra o sogro, que foi atingido no abdômen e morreu no local.

O policial, identificado como Mateus Aureliano da Silva, também ficou ferido e foi encaminhado a um pronto-socorro.

Versões diferentes sobre o disparo

Em depoimento à polícia, Mateus afirmou que o sogro tentou tomar sua arma durante a briga e que efetuou o disparo em legítima defesa.

A versão, entretanto, foi contestada por testemunhas ouvidas pela reportagem da TV Globo. Segundo relatos publicados pelo G1, pessoas que presenciaram a discussão afirmaram que o policial atirou à queima-roupa contra Fábio.

A sequência exata dos acontecimentos será apurada pela Polícia Civil. A investigação deverá esclarecer como a discussão evoluiu para as agressões, as circunstâncias em que a arma foi utilizada e se houve legítima defesa.

Prisão preventiva

Após o ocorrido, o policial foi preso em flagrante. Durante a audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, e ele permaneceu detido enquanto o caso segue sob investigação.

A ocorrência foi encaminhada ao 7º Distrito Policial de Guarulhos. A defesa do policial foi procurada pela imprensa, mas não havia se manifestado até a publicação das primeiras reportagens.

Os investigadores também deverão reunir depoimentos de testemunhas e provas periciais para esclarecer as circunstâncias do homicídio.

O caso chama a atenção para a violência em conflitos familiares e para as consequências do uso de armas de fogo durante desentendimentos domésticos.