As fiscalizações de trânsito para combater a combinação de álcool e direção aumentaram significativamente no estado de São Paulo nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, o número de veículos fiscalizados pelo Detran-SP cresceu 450%, enquanto a quantidade de operações realizadas avançou 234%. Entre as regiões do estado, Jundiaí registrou o maior crescimento no número de veículos fiscalizados, de 1.297%, seguida por Itapeva (915%) e Presidente Prudente (740%). Em 2025, foram 1.272 operações de fiscalização no estado, que abordaram 781.458 veículos. Nos primeiros sete meses de 2026, já foram realizadas 1.138 operações, com 560.952 veículos fiscalizados.
Fiscalização cresceu em diferentes regiões
O aumento ocorreu em todas as superintendências do Detran-SP entre 2022 e 2025. Além de Jundiaí, outras regiões apresentaram crescimento superior à média estadual.
Confira a evolução no período:
- Jundiaí: 1.297% nos veículos fiscalizados e 520% nas operações
- Itapeva: 915% e 425%
- Presidente Prudente: 740% e 400%
- Franca: 682% e 262%
- Ribeirão Preto: 634% e 155%
- Piracicaba: 615% e 336%
- São José do Rio Preto: 527% e 93%
- Bauru: 455% e 276%
- Fernandópolis: 440% e 187%
- Campinas: 413% e 115%
- Santos: 405% e 212%
- Osasco: 380% e 224%
- Araraquara: 305% e 193%
- Capital: 296% e 130%
- Araçatuba: 207% e 205%
- São José dos Campos: 169% e 132%
- São Bernardo do Campo: 160% e 222%
- Sorocaba: 140% e 226%
Mais de 560 mil veículos fiscalizados em 2026
Entre janeiro e julho deste ano, o Detran-SP já fiscalizou 560.952 veículos em 1.138 operações realizadas em todo o estado. Em quatro regiões, o número de veículos fiscalizados nos primeiros sete meses de 2026 já supera o total registrado durante todo o ano de 2025: Campinas, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e Sorocaba. No mesmo período, seis regiões também já haviam realizado mais operações do que em todo 2025: Capital, Campinas, Osasco, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e Sorocaba.
O que acontece com quem dirige alcoolizado?
Dirigir sob influência de álcool é considerado uma infração gravíssima. A penalidade inclui multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Durante a abordagem, o veículo pode ser liberado para outro motorista que seja habilitado e esteja comprovadamente sóbrio. Caso ninguém se apresente, o veículo pode ser recolhido ao pátio. Durante o período de suspensão, o motorista precisa realizar curso de reciclagem e ser aprovado em prova teórica para recuperar o direito de dirigir.
E se o motorista recusar o bafômetro?
A recusa ao teste do etilômetro também gera as mesmas penalidades administrativas: multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Nessa situação, é instaurado processo administrativo para suspensão da CNH. O veículo fica retido até que seja apresentado um condutor habilitado e sóbrio. Caso isso não aconteça, o automóvel pode ser levado ao pátio.


