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Apoio deve seguir para garantir recuperação, dizem autoridades europeias

O presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, afirmou nesta segunda-feira, 22, durante sessão no Parlamento Europeu, que as medidas de apoio fiscal e monetário adotadas na zona do euro durante a crise devem continuar em vigor, de forma a garantir uma recuperação "resiliente" na União Europeia (UE). Sem o casamento de política fiscal com monetária, o cenário econômico na região seria muito pior, disse Donohoe. Ele destacou o papel da política fiscal ao proteger os empregos e renda de europeus, defendendo que ela deve continuar "expansiva" no curto prazo.

O comissário europeu para a economia, Paolo Gentiloni, argumentou que é necessário manter os estímulos fiscal e monetário mesmo com o avanço do programa de vacinação nos países da UE. Segundo ele, "é mais perigoso" retirar as medidas com muita antecedência do que mantê-las além do necessário.

"Estamos entrando em 2021 com um nível de atividade mais fraco do que esperávamos no começo de 2020 por conta da segunda onda de covid-19 na Europa", explicou Gentiloni.

Donohoe disse que há ainda muitas incertezas com relação a pandemia de coronavírus, e a melhor forma de lidar com elas é manter o suporte econômico. Caso isso seja feito, o presidente do Eurogrupo diz esperar que o continente entre no caminho da recuperação mais tarde neste ano, mas com alguns setores mais afetados pela crise ainda necessitando de apoio fiscal.

<b>Plano de recuperação</b>

Donohoe afirmou que uma das metas do plano de recuperação da UE é maximizar o investimento público para promover o investimento privado nos países do bloco. Gentiloni comparou crises anteriores com a atual e disse que o ritmo de recuperação foi mais lento pois os estímulos à economia não foram suficientes.

Segundo ele, o nível de investimento privado na UE não chegou a se recuperou plenamente da Grande Recessão de 2008/2009.

O comissário ainda reafirmou os compromissos da UE em seu plano de recuperação para construir uma economia mais sustentável, digital e inclusiva. "Nosso objetivo é orientar o impulso da demanda nas economias e orientar o crescimento na direção certa", definiu.

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