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AVALIAÇÃO – Nissan Kait Exclusive é evolução real do antigo Kicks sem abandonar essência urbana

A Nissan decidiu separar os caminhos. Enquanto o novo Nissan Kicks sobe de categoria e assume uma proposta mais sofisticada, maior e mais tecnológica, o Nissan Kait surge justamente como a evolução direta daquele Kicks que o brasileiro aprendeu a gostar ao longo da última década.

Por Ernesto Zanon

 

E isso fica evidente logo no primeiro contato. Ao entrar no Kait, a sensação é imediata: estamos diante de um carro familiar. A posição de dirigir continua muito boa, a cabine mantém aquela proposta prática e confortável para o uso urbano e o conjunto transmite exatamente a leveza que ajudou a transformar o antigo Kicks em um dos SUVs mais queridos do país.

 

   

Mas seria injusto dizer que a Nissan apenas reaproveitou o projeto antigo. O Kait evoluiu. E evoluiu além de uma simples atualização estética. O SUV recebeu mudanças importantes em acabamento, equipamentos, conectividade e percepção geral de qualidade. Tudo parece mais moderno e melhor resolvido sem perder a essência racional e urbana do modelo original.

A Nissan claramente trabalhou para manter aquilo que funcionava — e atualizar o que já começava a mostrar idade. A versão Exclusive reforça bem essa proposta. O pacote de equipamentos é generoso, com central multimídia atualizada, recursos de segurança, câmera 360 graus, acabamento mais refinado e assistências ao motorista que ajudam a colocar o modelo em sintonia com o mercado atual.

Ao volante, o comportamento continua bastante agradável para quem roda principalmente na cidade. O conjunto formado pelo motor 1.6 aspirado e o câmbio CVT preserva exatamente a proposta já conhecida do antigo Kicks. Reúne suavidade, conforto e condução leve.

Não há preocupação em entregar esportividade ou respostas agressivas. A ideia aqui é outra: tornar o dia a dia mais confortável. E o CVT continua sendo peça importante nessa experiência. As trocas simuladas deixam o funcionamento mais natural e ajudam a manter aquela condução tranquila que muitos consumidores ainda valorizam, principalmente no trânsito urbano.

O espaço interno continua bom, o porta-malas atende bem famílias pequenas e o SUV preserva justamente aquilo que sempre foi seu maior diferencial: ser fácil de usar. E talvez esse seja o maior mérito do modelo.

Enquanto muitos SUVs compactos tentam parecer esportivos demais, tecnológicos demais ou sofisticados demais, o Kait mantém uma proposta mais simples e coerente, já que preza pelo conforto, praticidade e suavidade no uso urbano.

Na faixa entre R$ 150 mil e R$ 160 mil, o modelo entra numa disputa pesada com Volkswagen T-Cross, Honda WR-V, Hyundai Creta e Chevrolet Tracker. Mas a Nissan parece apostar justamente em algo que o consumidor já conhece: a confiança construída pelo antigo Kicks.

E o Kait mostra que essa herança foi preservada — agora com um nível de evolução que vai muito além do visual.