Estadão

Bolsas da Europa fecham mistas, de olho em avaliações sobre risco da cepa delta

As bolsas da Europa fecharam sem sinal único nesta segunda-feira, 9, na esteira dos índices acionários asiáticos. A volatilidade se dá em meio às preocupações com a disseminação da variante delta do coronavírus e seu impacto na economia. Divulgado mais cedo, dado forte de exportações na Alemanha não teve reação imediata do mercado.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,15%, aos 470.68 pontos.

Em relatório, o CMC Markets afirma que a inquietação está aumentando sobre a economia chinesa, que tem demonstrado sinais de fraqueza nas últimas semanas em meio a um aumento de surtos causados pela variante delta do coronavírus. "Depois de baterem recordes quase que diariamente na semana passada, foi um começo sem brilho para os mercados europeus hoje, com pouca direção", diz o analista-chefe de mercados da consultoria, Michael Hewson.

O economista ressalta que a fraqueza nos preços de commodities, o que impacta, por exemplo, as petroleiras, foi compensada pela força de ações em outros setores, como saúde e serviços públicos. Na bolsa de Frankfurt, o DAX caiu 0,10%, a 15.745,41 pontos, enquanto na de Londres, o FTSE 100 subiu 0,13%, a 7.132,30.

Os destaques no índice londrino hoje foram a Hargreaves Lansdown, que caiu 11,35%, após registrar lucro abaixo do esperado pelo mercado. Enquanto a SSE, empresa de energia e água, subiu 5,01% – o maior avanço desta sessão. A alta se deu pela especulação do interesse de investidores ativistas em geradores de energia da SSE.

Ainda em relação à variante delta, o JPMorgan diz que os riscos da onda delta da pandemia continuam sendo "apenas isso: riscos". "Com a contagem de casos no Reino Unido diminuindo significativamente, acreditamos que o modelo é um bom presságio para regiões onde a delta ainda está em ascensão. Com o progresso contínuo nas vacinações, qualquer nova tragédia relacionada à pandemia deve ser um obstáculo menor em uma recuperação robusta".

Em Paris, o CAC 40 caiu 0,06%, a 6.813,18 pontos. E em Milão, o FTSE MIB subiu 0,54%, a 26.139,43.

Nas praças ibéricas, o índice espanhol Ibex 35 caiu 0,15%, a 8.865,90 pontos, e o português PSI 20 avançou 0,34%, a 5.151,98.

Divulgada hoje, mas sem efeito nos mercados, a balança comercial da Alemanha mostrou um avanço de 1,3% das exportações em junho ante maio. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo <i>Wall Street Journal</i>, que previam alta de 0,4%.

No Reino Unido, a imprensa também noticiou uma possível ameaça do premiê Boris Johnson de tirar o ministro das Finanças, Rishi Sunak, do cargo. A informação, porém, foi refutada por um porta-voz, que afirmou que a relação existente entre Johnson e Sunak é de confiança e proximidade.