Economia

Bolsas da Europa fecham na maioria em baixa, com foco em balanços e indicadores

As bolsas europeias tiveram uma jornada em geral negativa nesta quinta-feira, 22, em reação a balanços corporativos e a alguns indicadores que frustraram as expectativas. O fortalecimento do euro durante o pregão também pressionou a ação de exportadoras, em dia de divulgação da ata do Banco Central Europeu (BCE). A bolsa de Madri, porém, destoou após resultados fortes da Telefónica e fechou confortavelmente no azul, enquanto Paris teve leve alta.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,20%, em 380,34 pontos.

O dia foi também ainda de avaliação da ata de quarta-feira, 21, da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A leitura da maioria dos analistas foi de que o Fed mostra uma postura mais otimista sobre a economia, o que poderia abrir espaço até para quatro altas de juros ao longo deste ano, embora não haja consenso sobre isso. De qualquer modo, a possibilidade de uma política monetária mais restrita do BC americano foi um fator a pressionar as bolsas.

A ata desta quinta-feira do BCE, por sua vez, mostrou que os dirigentes seguem avaliando que a inflação segue fraca. Além disso, o banco central disse que pode rever a comunicação sobre seu programa de estímulos ainda no início deste ano.

Entre os indicadores, alguns frustraram a expectativa. No Reino Unido, uma revisão mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu menos que o antes estimado: a alta foi de 0,4% no quarto trimestre ante o terceiro e de 1,4% na comparação anual (de 0,5% e 1,5%, anteriormente). Na Alemanha, o índice Ifo de sentimento das empresas caiu de 117,6 em janeiro a 115,4 em fevereiro, ante expectativa de 117,0 dos analistas.

Entre os balanços em destaque, a Telefónica informou que teve lucro líquido de 693 milhões de euros no quarto trimestre do ano passado, 4,8 vezes o resultado de igual período de 2016. O banco britânico Barclays, por sua vez, teve alta em seu lucro em todo o ano passado para 3,5 bilhões de libras, de 3,2 bilhões de libras anteriormente.

Na bolsa de Londres o índice FTSE 100 fechou em queda de 0,40%, em 7.252,39 pontos. Entre os bancos, Barclays avançou 4,40% após balanço, mas Lloyds caiu 0,77%.

Em Frankfurt, o índice DAX teve baixa de 0,07%, a 12.461,91 pontos. No setor de energia, E.ON teve alta de 2,01%, mas entre os papéis mais negociados Deutsche Telekom caiu 2,37%, Steinhoff cedeu 0,38% e Deutsche Bank teve baixa de 0,99%.

Em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,13%, a 5.309,23 pontos. A ação da petroleira Total teve ganho de 0,12%, enquanto o banco Société Générale subiu 0,59%.

Na bolsa de Milão, o índice FTSE-MIB caiu 0,84%, a 22.463,51 pontos. Entre os bancos italianos, Intesa Sanpaolo cedeu 1,28%, BPM recuou 2,00% e UniCredit, 1,97%. O papel da Fiat Chrysler teve baixa de 2,00%.

O índice IBEX-35, da bolsa de Madri, se destacou e subiu 0,54%, a 9.876,50 pontos. Após o balanço forte, Telefónica avançou 3,80%, enquanto Santander e Iberdrola subiram 0,12% e 1,70%, respectivamente. Já CaixaBank caiu 0,96%.

Em Lisboa, o índice PSI-20 teve queda de 0,32%, a 5.450,52 pontos. O papel da Jerónimo Martins recuou 0,51%. (Com informações da Dow Jones Newswires)