Estadão

Bolsas da Ásia e do Pacífico fecham majoritariamente em alta, à espera do CPI dos EUA

Por Sergio Caldas*

São Paulo, 12/03/2024 – As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, à espera de novos dados de inflação dos EUA que podem influenciar os planos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de quando começar a cortar juros.

Liderando os ganhos na região asiática, o índice Hang Seng saltou 3,05% em Hong Kong, a 17.093,50 pontos, impulsionado por ações de tecnologia, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,83% em Seul, a 2.681,81 pontos, e o Taiex registrou ganho de 0,96% em Taiwan, a 19.914,55 pontos.

Já o Nikkei ficou praticamente estável em Tóquio, com ligeira baixa de 0,06%, a 38.797,51 pontos, em meio à especulação persistente de que o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) se prepara para começar a apertar sua política monetária ultra-acomodatícia.

Na China continental, os mercados tiveram desempenho misto, após uma reunião de líderes de quase uma semana em Pequim descrita por analistas da Saxo Markets como "decepcionante". O Xangai Composto recuou 0,41%, a 3.055,94 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto teve alta de 0,82%, a 1.770,57 pontos.

Durante a reunião anual do Congresso Nacional do Povo, a meta de crescimento de 5% da economia chinesa foi renovada para este ano e houve sinalização de novo corte do compulsório bancário, mas faltaram medidas concretas para lidar com fragilidades específicas, como a crise do setor imobiliário.

Na Oceania, a bolsa australiana se estabilizou hoje, com leve alta de 0,11% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 7.712,50 pontos, depois de sofrer expressiva queda no pregão anterior.

A predominância do tom positivo na Ásia e no Pacífico precede a divulgação de novos números da inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, nas próximas horas. O CPI americano poderá levar a ajustes nas apostas de quando o Fed deverá anunciar seu primeiro corte de juros. Por enquanto, espera-se que o início do relaxamento monetário na maior economia do mundo ocorra em junho.

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*Com informações da Dow Jones Newswires

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