Estadão

Bolsas de NY fecham em alta, impulsionadas por tecnologia

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, 20, recuperando parte das perdas em uma semana que representou quedas para os principais índices. A preocupação com a variante delta do coronavírus e a postura do Federal Reserve (Fed), com uma potencial retirada de estímulos, seguiram no radar. Neste cenário, as ações de tecnologia, vistas como mais seguras diante do quadro, tiveram avanços.

No fechamento, o Dow Jones avançou 0,65%, a 35.120,08 pontos, o S&P 500 subiu 0,81%, a 4.441,67 pontos, e o Nasdaq teve alta de 1,19%, a 14.714,66 pontos. Na semana, as perdas foram de 1,11%, 0,59% e 0,73%, respectivamente.

Na visão de Edward Moya, analista da Oanda, Wall Street "aguarda ansiosamente" o pronunciamento do presidente do Fed, Jerome Powell, em Jackson Hole, na próxima semana, e "a maioria das manchetes pessimistas da variante delta sugere que ele pode querer aproveitar as oportunidades antes de se juntar aos membros hawkish para iniciar a redução gradual de suas compras de ativos". Neste cenário, os "investidores estão aumentando a proteção em ações de tecnologia".

No setor, hoje a Apple avançou 1,02%, em dia marcado pelo anúncio de que a empresa irá atrasar o retorno presencial de seus funcionários ao escritório. A Microsoft ganhou 2,56%, ainda repercutindo o anúncio de um aumento dos preços de seus serviços. Já a Tesla teve alta de 1,01%, em meio a um anúncio sobre o lançamento de um robô humanoide da empresa. Em sessão com importante avanço do bitcoin, a Coinbase subiu 3,66%. Já a corretora Robinhood, que exibe grande volatilidade desde seu IPO, recuou 4,59%.

Com a China aprovando uma lei de privacidade que restringe a coleta ampla de dados de usuários por companhias de tecnologia, algumas ações de empresas do país listadas em Nova York tiveram altas relevantes. Didi (+3,89%), Tencent (-4,12%) avançaram, já Alibaba recuou 1,57%.

A LPL Markets aponta que, diante do aumento das preocupações com a variante delta, a alta inflação e pioras recentes em dados econômicos, "pode ser fácil esquecer que ainda estamos no meio de uma recuperação robusta e os indicadores anteriores continuam a apoiar uma perspectiva positiva". A consultoria avalia que a mutação do vírus possa adiar parte do impulso econômico do terceiro para o quatro trimestre, mas ainda assim vê um ambiente no geral "favorável para as ações".

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