Guarulhos amanheceu triste no último sábado. Um incêndio na madrugada daquele dia destruiu 16 habitações na comunidade do Ipanema, região da Vila Barros, deixando um homem morto, com o corpo completamente carbonizado. Lamentavelmente, não foi a primeira vez. Mas, nesta oportunidade, chamou a atenção a ausência do prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches (PL), para – ao menos – se solidarizar com as famílias, e para liderar as equipes da administração municipal tão necessárias naquele local.
Terceirizando a liderança
Em vez disso, mandou seu “comandante” da Defesa Civil, Rafael Zampronio, para representa-lo na área do rescaldo, conforme o próprio bombeiro civil publicou em um vídeo em sua rede social. Não houve qualquer comunicação oficial do prefeito. Nenhuma sinalização em relação às perdas que aquelas famílias tiveram. No local, total sensação de abandono. Algo muito diferente do que ocorria nas gestões passadas do ex-prefeito Guti.
Diferenças marcantes
Em 2019, um incêndio na mesma comunidade levou Guti para a Ipanema ainda quando o fogo atingia as residências. Presente, chefiou as equipes das mais diferentes secretarias que se envolveram diretamente no trabalho de assistência e abrigo das vítimas. Secretário municipais, servidores, comissionados. Todos arregaçando as mangas para dar sua colaboração e minimizar os efeitos da tragédia.
Presença de respeito
A ida de Guti ao incêndio na Ipanema não foi exceção. Em diversas ocorrências, seja de incêndios, alagamentos ou outros tipos de incidentes, o prefeito se fazia presente. Agia como um líder que se colocava à serviço dos moradores, nos momentos em que eles mais precisavam da mão do poder público. Não aparecia apenas em situações agradáveis ou controladas. Algo que não passa nem perto do jeito de governar de Lucas Sanches.
Questão de prioridade
Não foi a primeira vez que Lucas Sanches se escondeu de problemas. Nas enchentes do início deste ano, ele só apareceu mais de 24 horas depois para fazer vídeos e aparecer nas redes sociais. Mas no sábado, o prefeito de Guarulhos demonstrou que tinha um motivo a mais para não agir como tal. No mesmo dia, ele postou um vídeo nas redes sociais mostrando que estava fazendo um procedimento estético de implante capilar. Cada um faz suas escolhas e define suas prioridades. Alguns pensam na população, outros na vaidade pessoal.
Culpa de quem mesmo?
No início desta semana, o secretário de Esportes, Ticiano Americano, foi para as redes sociais para bater nos vândalos – ou seriam bandidos – que furtaram equipamentos e iluminação de diferentes equipamentos no complexo esportivo João do Pulo, no Jardim Bela Vista. Lamentou os ataques que prejudicam toda a população, que deixam centenas de pessoas sem os serviços oferecidos. Também lamentou a falta de segurança.
Cidade insegura
Porém, ficou uma pergunta no ar. O João do Pulo não conta com segurança? Um dos principais atributos da Guarda Civil Municipal seria a preservação e vigilância dos próprios públicos, como o é complexo municipal. As críticas de Ticiano, talvez, deveriam ser endereçadas a seu colega de primeiro escalão, responsável pela Segurança Pública. Afinal, desde que Lucas assumiu como prefeito, a GCM serve como base de gravação de vídeos para divulgação em redes sociais agindo contra os chamados pancadões. Não muito mais do que isso. Fora as diversas manifestações de suas bases devido a acordos não cumpridos e falta de recomposição salarial.
Fotografia do momento
Pesquisa registrada na Justiça Eleitoral, encomendada pelo site Guarulhos Online e divulgada pelo GWEB na última segunda-feira revela que nomes críticos ao governo Lucas Sanches têm a preferência da população. Por outro lado, quem se encosta no poder e se apresenta como aliado do prefeito tem desempenho muito abaixo do que poderiam esperar. Faltam 60 dias para o pleito e as campanhas vão para as ruas. Agora, será o momento de separar os meninos dos homens.
Mais para dois pintinhos
Como era de se prever o embate entre os vereadores governistas André Alves (Cidadania) e Leandro Dourado (Mobiliza) não passava de cortina de fumaça para tentar fazer ambos crescer nas redes sociais. Aliás, isso foi apontado nesta coluna semanas atrás. Na primeira sessão deste segundo semestre, Dourado subiu à Tribuna para pedir desculpas ao colega, garantindo que não irá mais chama-lo de galinha que ficava ciscando em seu terreiro. Pelo teor do discurso, ninguém cantou de galo.


