Estadão

Congresso do Peru deve reconsiderar eleição antecipada; protestos continuam

O Congresso do Peru deve reconsiderar nesta terça-feira a realização de eleições antecipadas, apesar dos manifestantes que bloquearam rodovias e entraram em confronto com as forças de segurança. A decisão acontece em meio a distúrbios que já causaram mortes pelo país, desde que os legisladores derrubaram o presidente Pedro Castillo.

É a segunda vez em dias que os legisladores precisam se reunir para decidir sobre a proposta de antecipar as eleições presidenciais e do Congresso de 2026 para o próximo ano. A medida é apoiada pela presidente Dina Boularte, que tomou posse no lugar de Castillo após o ex-presidente tentar dissolver o Congresso, em 7 de dezembro.

Se decidirem antecipar as eleições, os legisladores estariam essencialmente "perdendo o emprego". De acordo com a Constituição do Peru, os 130 membros do Congresso têm direito a apenas um único mandato.

Na semana passada, a proposta de antecipação não conseguiu votos suficientes depois que políticos de esquerda se abstiveram, condicionando o apoio ao estabelecimento de uma assembleia constitucional para reformar a Carta do Peru. Conservadores denunciaram a ação como risco ao modelo econômico de livre mercado nacional.

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