Policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apreenderam mais de R$ 1,5 milhão em ouro e joias durante o balanço da segunda fase da Operação Ouro Reverso. A ação mira uma rede especializada na receptação, negociação e derretimento de metais preciosos subtraídos em assaltos, principalmente alianças de ouro.
A deflagração da operação que cumpriu 32 mandados judiciais entre Guarulhos e a capital foi noticiada ontem pelo GWEB.
Operação do Deic cumpre 32 mandados contra quadrilha do ouro roubado em SP e Guarulhos
Hoje, novos desdobramentos vieram à tona com o balanço das apreensões e a atualização sobre a situação dos alvos. Além do montante em joias e pedras preciosas, os agentes apreenderam R$ 6 mil em dinheiro vivo e uma pistola Glock calibre .380.
Situação dos alvos e atuação no ‘círculo de fogo’
Dos quatro mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça no âmbito da investigação coordenada pela 3ª DIG do Deic:
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Dois investigados já se encontravam cumprindo pena no sistema penitenciário e foram indiciados por mais este crime;
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Dois suspeitos não foram localizados nos endereços vistoriados e são considerados foragidos pela Polícia Civil.
A fiscalização dos estabelecimentos localizados na área central da capital, região conhecida como “círculo de fogo” e apontada como centro de receptação e derretimento do metal, contou com a avaliação técnica de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado e peritos da Caixa Econômica Federal.
Asfixia na cadeia do crime
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, reforçou que a prioridade das equipes é desarticular quem financia e compra os objetos roubados nas ruas:
“Quem rouba uma aliança coloca uma família no prejuízo. Quem compra essa aliança alimenta o crime e faz com que o roubo continue acontecendo. É por isso que nossa polícia vai atrás de toda a cadeia: de quem subtrai, de quem recebe e de quem transforma o produto do crime em dinheiro”, declarou o secretário.


