Educação

Escolas particulares retomam aulas presenciais ‘híbridas’; estaduais seguem na internet

Instituições visitadas pelo GuarulhosWeb ministrarão aulas presenciais apenas para alunos autorizados pelos pais; ensino híbrido e virtual são adotados como soluções

Diante do aval do prefeito Guti para o retorno do ensino presencial em escolas públicas, particulares e conveniadas, algumas instituições privadas começaram a receber alunos em seus espaços físicos nesta semana.

Segundo a Diretoria Estadual de Ensino, algumas escolas estaduais já retomaram as aulas, porém, as aulas têm ocorrido apenas via internet. Nas escolas municipais conveniadas o retorno presencial está previsto para a próxima segunda-feira, 18/01.

O GuarulhosWeb esteve em dois colégios que realizaram ações de acolhimento e comprovou que os estudantes aderiram à retomada.

No Eniac, localizado no Centro, a ação em período de férias, embora opcional, recebeu adesão maior do que nos anos anteriores. Entretanto, parte dos alunos estão realizando as atividades remotamente. “A ideia é receber quem realmente queira voltar. A gente humanizou o contato com a família ao longo dos últimos meses e identificamos que muitos alunos mostraram interesse em retornar à escola. Então, promovemos o curso de férias, que traz os estudantes para atividades lúdicas e os acolhe”, informou Caio Fernando de Oliveira, coordenador pedagógico do colégio.

Ao entrar no espaço, a reportagem recebeu aferição de temperatura e álcool gel. Há totens com o produto e cartazes informativos espalhados por toda a unidade. “A gente tem um espaço físico favorável. Além disso, o time de professores e monitores foi aumentado. Também somos agraciados com uma escola de saúde na nossa faculdade e estamos utilizando essa mão de obra”, complementou Caio ao ser questionado sobre o planejamento para cumprir os protocolos de segurança sanitária.

O Eniac vai realizar novo acolhimento no dia 25 de janeiro e a intenção é retomar as aulas presenciais em 1º de fevereiro, com capacidade limitada a 35%. A escola está realizando pesquisas para entender quantos alunos querem voltar e, caso seja necessário, deve realizar um rodízio nas turmas que forem necessárias. Dessa forma, caso precise, as aulas ocorrerão, em paralelo, presencial e virtualmente. “Nós somos uma escola de inovação desde 1985. Já tínhamos um sistema de ensino inclinado para plataformas virtuais. Estávamos bem preparados para isso e já entendíamos que a educação híbrida seria uma verdade no cenário mundial e a pandemia antecipou isso”, finalizou o docente.

Instrução para nova forma de se cumprimentar

Na Vila Flórida, região do Bom Clima, funciona a unidade II do Colégio Marconi, que também realiza o acolhimento. A exemplo do Eniac, a escola realizou mudanças na rotina escolar para receber os alunos. “Eles vêm para brincar, entender os protocolos e rever os colegas. Procuramos fazer o mais lúdico possível”, informou Patrícia Vitorasso, diretora pedagógica de uma das sedes do colégio. Segundo ela, embora a procura pelo curso de férias não tenha sido igual ao ano anterior, houve boa adesão às atividades.

Também passamos por aferição de temperatura na entrada e há informativos e totens de álcool gel pelas dependências. Na entrada das salas, há cartazes mostrando quais cumprimentos os alunos devem adotar – sem contato físico – durante a pandemia. A escola também delimitou o número de carteiras nas salas de aula e colou adesivos em equipamentos que não devem ser utilizados por estudantes.

O Marconi pretende retomar as aulas remotas no dia 25/01 e presenciais no próximo dia 3/02. O ensino híbrido, caso seja necessário o rodízio, não ocorrerá ao vivo. “Não fizemos aulas ao vivo desde o início da pandemia. A aula ao vivo limita o aluno a ficar um tempo fixo em frente ao computador e nós pensamos nas famílias. Dependendo do número de filhos que essa família tem, a casa vira uma lan house com todo mundo logado ao mesmo tempo. Nós optamos pela gravação das aulas e os alunos receberam a mesma carga que recebem normalmente. A vantagem é que a família pode dividir o computador em horários diferentes entre os filhos”, conclui Patrícia.