Economia

Fala de Dilma é obscurecida, mas País demonstra prestígio na COP-21

A falta da presidente Dilma Rousseff na abertura da 21ª Conferência do Clima (COP-21) foi obscurecida pela coincidência entre importantes líderes políticos que se manifestaram ao mesmo tempo. Mas a pouca atenção que o discurso da brasileira despertou não significa que o Brasil esteja em condição desfavorecida nas negociações que se intensificam a partir desta segunda, 30, em Paris.

Dilma falou no início da tarde, no horário de Paris, justo no momento em que em outra sala a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, tomava o púlpito. Parceiro de primeira hora da França, anfitriã do evento, na União Europeia, a chanceler atraiu as atenções. O discurso de Merkel foi o que parou em todas as TVs que reproduziam as transmissões. Não bastasse, enquanto Dilma falava o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assumiu a palavra na sala da alemã. Mais uma vez as câmeras se mantiveram no líder europeu.

À primeira vista, o fato poderia significar que o Brasil não tem mais a posição de liderança que já ocupou nas negociações climáticas. Mas não foi o que se verificou ao longo do dia. Logo no início da tarde, o acordo selado com a Noruega para prorrogação por mais quatro anos do Fundo da Amazônia, com recursos assegurados de US$ 650 milhões, repercutiu bem, como se a COP-21 já gerasse efeitos positivos.

Mais tarde, Dilma foi um dos líderes convidados a participar da iniciativa Mission Innovation. Na foto de família, a brasileira esteve em posição central, ladeada por nomes como Barack Obama, François Hollande, David Cameron e Shinzo Abbe.

Outro fator que pode reforçar a posição brasileira é o retorno do ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo, que, convidado por Dilma, já rodava pelos corredores da COP-21. Profundo conhecedor do tema, Figueiredo liderou as negociações por parte do Brasil em conferências como a de Copenhague (COP-15), em 2009. Seis anos depois, continua a ser uma referência internacional.

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