Cidades

Família garante economia e sustentabilidade com composteira e horta caseiras

Em tempo de alta generalizada nos preços e de liberação de uma lista sem fim de agrotóxicos, cultivar o próprio alimento, ou parte dele, é uma saída para aliviar o bolso, garantir saúde e ainda ajudar a preservar o meio-ambiente.

Esta foi a alternativa encontrada por Ivo Conceição Costa, 65 anos, que no pequeno espaço na lage da própria casa, no Jardim Moreira, cultivar muitas hortaliças. Em uma caixa d´água cortada ao meio e equipada com um sistema de drenagem, que ele mesmo montou, o aposentado garante alface, couve, salsinha, cebolinha, orégano, pimenta, manjericão, coentro, entre outras delícias, sem nenhum aditivo e sem colocar a mão no bolso. “Nem sei dizer quanto economizo por mês, mas sei que só de coentro, alface e cebolinha, que minha esposa gosta de colocar em tudo, com certeza é um bom dinheiro todo mês”, brinca.

A produção, suficiente para a família e, às vezes até para presentear a vizinhança, é garantida com adubo orgânico feito por meio de compostagem. Em uma espécie de tambor, Ivo deposita folhas secas recolhidas em praças e até mesmo nas calhas da própria casa, que de outra forma seriam descartadas no lixo comum, e espera até que se transformem em um composto rico em nutrientes, que enriquece o solo da sua amada hortinha. Cada ciclo de compostagem dura cerca de dois meses.

Cascas de frutas e legumes

Recentemente a composteira da família ganhou um reforço com a adesão da irmã de Ivo, a nutricionista Zerbênia Bispo da Costa, que há cerca de dois meses começou a incluir folhas de frutas e de legumes no processo de compostagem. “Descobri que é possível transformar cascas de alimentos em adubo de alta qualidade de um modo muito simples e praticamente sem nenhum custo, nos cursos online sobre compostagem oferecidos pelo Programa Lixo Zero. Desde então tenho trazido esses resíduos que antes jogava no lixo para a composteira do meu irmão”, diz Zerbênia.

Impacto

De acordo com dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, quase da metade (45%) do volume de resíduos recolhidos em Guarulhos, mil toneladas por dia, poderia ser destinado à compostagem, o que aumentaria significativamente a vida útil do aterro sanitário e pouparia valiosos recursos naturais. “Caso houvesse a adesão de toda a cidade à compostagem Guarulhos deixaria de depositar em média 450 toneladas de resíduos orgânicos por dia no aterro”, explica Rodnei Minelli, secretário de Serviços Públicos.

Encontro Lixo Zero Melhores Práticas Guarulhos

Nos próximos dias 21 e 22, acontece o Encontro Lixo Zero Melhores Práticas Guarulhos. O evento vai apresentar casos bem sucedidos de pessoas, clubes, condomínios, empresas, escolas, entre outras associações da cidade que tenham obtido resultados positivos relativos a ações de sustentabilidade.

Mais informações e o regulamento completo estão disponíveis no link bit.ly/3wDwPtb.