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Gabriela Cantagallo, a guarulhense que sonha com Londres 2012

Do alto de seus 17 anos, uma nadadora guarulhense exibe um currículo com mais conquistas do que muitos atletas profissionais

Moradora do Jardim Bela Vista e atleta do município, Gabriela Cantagallo aprendeu a lidar com a deficiência do antebraço esquerdo e se aventurou nas águas justamente em um esporte em que os braços são fundamentais. Mas provou que essencial mesmo é a determinação.

Nascida em Guarulhos, é tratada como a "galinha dos ovos de ouro" do esporte municipal, como ela mesma se descreve. A jovem atleta sabe lidar com o assédio da fama que as mais de 100 medalhas conquistadas lhe trouxeram, mas traça grandes objetivos. "Quero ir às próximas quatro ou cinco edições das Paraolimpíadas", almeja.

Coincidência ou não, Gabriela tem como animais de estimação favoritos duas tartarugas e dois peixes que vivem dentro de seu aquário. "Eles são superativos. Quando me veem, começam a nadar muito rápido. Acho lindo vê-los nadando", elogia.

Superação – A ausência do antebraço esquerdo nunca foi problema para Gabriela. Desde que nasceu, afirma não se incomodar com a deficiência. "Tive um pouco de vergonha na adolescência, mas passou rápido", lembra.

A natação surgiu em sua vida por indicação clínica. "Comecei a nadar com seis anos porque um médico recomendou à minha mãe que eu praticasse, mas sempre adorei nadar", conta. Hoje, consolidada como uma das grandes atletas da natação para pessoas portadoras de deficiência (PPD), a guarulhense não sonha com outra profissão. "Meu foco sempre esteve na natação. Quero nadar até ficar velha", afirma.

De sorriso fácil, Gabriela demonstra no olhar a importância de sua estreia. A nadadora participava das aulas na escolinha de natação na piscina do complexo esportivo João do Pulo quando foi convocada para participar dos Jogos Regionais, em Santos. E logo de cara enfrentou a então campeã brasileira, Jacqueline Uber.

Na primeira prova, 100 metros livres, a guarulhense chegou em segundo, mas na prova seguinte, nos 50 metros livres, Gabriela surpreendeu e venceu a adversária. "Não sabia quem era ela e nunca tinha ganhado medalha. Fiquei muito feliz só de ter vencido, era minha primeira viagem", relata.

Daí em diante a evolução na carreira aconteceu muito rápido. A nadadora passou a competir no Circuito Loterias Caixa, onde diz quase sempre alcançar o pódio, e depois foi convocada para disputar o Pan-americano que aconteceu no Rio de Janeiro em 2007.

"Fiquei assustada porque era minha primeira competição internacional. Mas foi boa a experiência", afirma. Com apenas 15 anos, Gabriela faturou medalha de bronze no revezamento 4×100 metros livres. "Me sentia pequena perto das outras atletas. Foi um dos melhores momentos que tive na natação", recorda, sem esconder o sorriso.

 

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