Estadão

Ginásio com arquibancada, academia, dormitórios… Brasil terá um CT de vôlei na França

O vôlei brasileiro terá uma base na França. Depois de cerca de um ano de negociações, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) firmou parceria e vai usar um centro de treinamento em Metz, na região francesa de La Semaine. O acordo tem como foco os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, mas o espaço vai continuar sendo usado pelos brasileiros pelos próximos anos.

O local escolhido na França fornece para as seleções do Brasil um ginásio de treinos, um ginásio para jogos com possibilidade de presença de público, academia, dormitório e sala de fisioterapia. Além de poder receber e hospedar a seleção brasileira, o CT foi escolhido para facilitar a logística das equipes nacionais durante o período de competições pelo mundo.

"Se pararmos para analisar, muitos países têm feito isso, de ter base em outros lugares, independentemente da modalidade. A Austrália faz muito isso, de colocar bases pelo mundo em centros para facilitar a logística", afirmou Jorge Bichara, diretor técnico da CBV.

As seleções de vôlei do Brasil estão acostumadas a percorrer grandes distâncias. Por causa da disputa anual da Liga das Nações, torneio que envolve viagens continentais, as equipes adultas ficam cerca de seis semanas longe do País e ter uma base para manter, dentro do possível, rotina de treinos e dia a dia é importante. Além disso, por ser na França, cerca de 300 km de Paris, é uma adaptação importante visando a disputa dos Jogos Olímpicos de 2024.

"Contar com a base em La Moselle será importante em toda essa preparação olímpica. Nessa Liga das Nações já foi fundamental no planejamento, pois temos uma competição longa e que envolve grandes distâncias. Teremos à nossa disposição toda essa estrutura, que nos ajudará a diminuir o desgaste e a fazer uma preparação ainda melhor", comentou Renan Dal Zotto, técnico do time masculino do Brasil.

"Uma base de treinos na Europa vai ajudar na nossa preparação para os Jogos de Paris. É um ponto estratégico durante as competições preparatórias, como a Liga das Nações e o Pré-Olímpico, além de amistosos. É importante já começarmos a viver o clima olímpico na França. Essa base também vai ajudar as categorias de base, que vão ter mais chances de fazer jogos amistosos contra seleções de qualidade", explicou José Roberto Guimarães, treinador do time feminino do Brasil.

Já em 2023, a base de treinos na França terá a presença das equipes do Brasil de diversas categorias. Além dos comandados de Renan Dal Zotto, que estarão durante cerca de uma semana após a etapa de Orleans da Liga das Nações, seleções de base masculina e feminina passarão um período entre junho e julho na preparação para as competições internacionais de suas respectivas categorias.

SAQUAREMA FORA DO BRASIL
Nos últimos 20 anos, o vôlei brasileiro passou a ter uma relevância cada vez maior no cenário mundial. Seja com o masculino ou com o feminino, o Brasil figurou nas últimas cinco finais olímpicas e se tornou referência no mundo. Atrás de todas as conquistas está o trabalho e processo para que elas se confirmassem.

"O vôlei do Brasil teve como grande marca as conquistas nas últimas décadas. Mas, para isso acontecer, o trabalho foi muito grande e o entendimento de que a conquista viria pelo trabalho aconteceu. Um grande trunfo da nossa seleção no período foi o centro de treinamento em Saquarema. Com ele, o trabalho teve condições de crescer e é o que pensamos quando idealizamos essa parceria na França", explicou Bichara.

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